Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de agosto de 2015
As denúncias contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL) não devem mudar o cenário e impedir a recondução do procurador-geral da república Rodrigo Janot ao cargo na próxima quarta-feira (26), segundo senadores.
Às vésperas da sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e da votação no plenário do Senado, o clima é de certeza na aprovação do nome encaminhado pela presidenta Dilma Rousseff, tanto entre os governistas quanto na oposição.
Janot, contudo, não vai passar ileso. Desafeto declarado, o senador Collor planeja uma atuação à parte com o objetivo de constrangê-lo. Na quinta-feira (20), o procurador ofereceu denúncia contra o senador por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.
A intenção de Collor é chegar cedo para garantir seu lugar na primeira fila, em frente à cadeira onde Janot passará a manhã e parte da tarde sendo sabatinado.
A expectativa de quem participará da sabatina, aberta aos 81 senadores – todos podem participar da fase de perguntas, mas somente os 27 titulares votam a indicação –, é de que Collor reavive seus discursos de ataque a Janot, rotineiros na tribuna do plenário, onde o parlamentar já xingou o procurador.
Collor deve alegar que Janot não está preparado para o cargo, lembrar que sua gestão é alvo de análise de órgãos como o TCU (Tribunal de Contas da União) – foi o próprio Collor quem pediu a investigação de dois contratos da Procuradoria –, e mencionar que uma casa do procurador teria supostamente sido alugada por um estelionatário. (Folhapress)
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