Domingo, 04 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Light Rain

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia A crise econômica da China pode provocar recessão no mundo todo

Compartilhe esta notícia:

Pequim flexibilizou o câmbio e permitiu alta de 3% do dólar sobre o yuan. (Foto: AFP)

Cresce a preocupação de que a China possa estar em meio ao processo de pouso forçado da economia. Dados fracos reforçam o entendimento de que o país não enfrenta apenas uma desaceleração temporária e analistas já preveem que a turbulência chinesa tem chances de persistir por vários meses.

De principal motor do crescimento mundial a motivo de dor de cabeça. Em uma frase, essa pode ser a síntese da história econômica recente da China. O país, que crescia a um ritmo de dois dígitos e conseguiu amenizar a crise financeira de 2008, parece estar em um momento de inflexão: a atividade esfria há vários trimestres, há indicação de contração nas fábricas, as exportações desaceleram, as ações despencam sem motivo aparente e, em um movimento surpreendente, Pequim flexibilizou o câmbio e permitiu alta de 3% do dólar sobre o yuan.

Para economistas do banco francês BNP Paribas, já é possível falar em “um novo paradigma chinês” por duas razões. A primeira é demográfica. “A China enfrenta a mesma reversão acentuada na população economicamente ativa como o Japão no fim da década de 90”, diz o BNP Paribas. “Em segundo, o modelo de crescimento adotado há 15 anos depende da acumulação de capital e isso levou ao excesso de capacidade em alguns setores.” A preocupação com o excesso de capacidade coincide com o noticiário dos últimos meses que exibiu diversos casos de infraestruturas sem uso.

Conforme os analistas do Lloyds Bank, a desconfiança com a China cresce porque praticamente todas as frentes geram dúvida no investidor. Há, por exemplo, firme desaceleração na atividade, exportações apresentam resultado volátil e há ansiedade crescente sobre o que o governo fará no câmbio. Também há temor de bolha em setores como o imobiliário e dúvidas sobre a saúde do sistema financeiro.

Mercado
Enquanto investidores tentam entender o momento, a China também é palco de um debate que pode se tornar uma queda de braço. Pequim tem demonstrado que acredita que o Estado pode controlar parte do funcionamento do mercado.

Analistas dizem que fundos ligados às estatais têm comprado ações em reação à queda dos preços nas bolsas de Xangai e Shenzhen, mas a mão vendedora privada tem prevalecido. Os economistas não arriscam uma aposta mais assertiva, mas dizem que será “inevitável” que Pequim seja forçado a conceder mais poderes ao mercado. (AE)

tags: economia

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Mulheres que queriam a volta dos militares ao poder no Brasil saem decepcionadas após conversa com generais
Empreiteiro envolvido no escândalo da Petrobras comparece todos os dias ao trabalho em sua empresa usando tornozeleira na perna direita
Pode te interessar