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Ciência A Nasa identifica “superemissores” de metano na Califórnia

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O estudo marca a primeira pesquisa sistemática em toda a Califórnia sobre o metano. (Foto: Reprodução)

Ao longo de três anos, a Nasa sobrevoou a Califórnia com um avião que transportava um equipamento que captava imagens de gás e fez uma descoberta que surpreendeu até as próprias agências ambientais do estado: algumas operações são responsáveis pela grande maioria das emissões de metano.

Em relatório publicado na revista Nature na quarta-feira, os cientistas estimaram que 10% dos locais que liberam metano – que incluem aterros, usinas de gás natural e fazendas leiteiras – são responsáveis por mais da metade das emissões totais do estado. E uma fração das 272 mil fontes pesquisadas – apenas 0,2% – responde por 46%.

O relatório não identifica os “superemissores”, mas observa que os aterros sanitários liberam mais metano do que qualquer outra fonte no estado. O equipamento da Nasa descobriu que um subconjunto desses aterros era o maior emissor da Califórnia e exibia “atividade anômala persistente”.

O estudo marca a primeira pesquisa sistemática em toda a Califórnia sobre o metano, um gás de efeito estufa 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono na captura de calor e que contribui para o aquecimento global. A liberação de metano tem sido um desafio contínuo para a Califórnia, que tem algumas das metas mais ambiciosas do país para reduzir as emissões e diminuir os impactos das mudanças climáticas.

A aeronave da Nasa realizou dezenas de voos em 25.900 quilômetros quadrados de 2016 a 2018. Os aterros sanitários respondem por 41% das emissões de origem identificadas, o gerenciamento de esterco, por 26%, e operações de petróleo e gás, 26%.

Os pesquisadores alertaram que o estudo pode não ser preciso. Afinal, foi a primeira tentativa de estimar emissões de fontes individuais em uma escala muito grande ao longo de vários anos. Algumas das emissões detectadas eram intermitentes, algumas pequenas demais para serem medidas e outras foram afetadas pelos ventos.

Os resultados, no entanto, já provocam mudanças. A pesquisa revelou quatro incidentes de vazamento de linhas de distribuição de gás natural, e um vazamento em um tanque de armazenamento de gás natural liquefeito, que os operadores confirmaram e consertaram.

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