Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de agosto de 2015
O doleiro Alberto Youssef afirmou na acareação com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, na terça-feira, que uma nova delação premiada vai esclarecer a divergência entre os dois sobre o repasse de recursos para a campanha da presidenta Dilma Roussef em 2010, por meio do ex-ministro Antonio Palocci. Youssef tem habeas corpus para ficar em silêncio, mas quebrou o silêncio e aceitou responder a essa pergunta.
“Ratifico meus depoimentos dados como réu colaborador. E vou dizer mais ainda. Vou me reservar ao silêncio com referência a esse assunto porque existe investigação desse assunto do Palocci que vai ser revelado e logo vai ser esclarecido. Outro réu colaborador está falando. Eu não fiz esse repasse. Assim que for revelado vocês vão saber”, disse Youssef, completando: “Vocês vão saber realmente quem foi que pediu o recurso e quem repassou”. Costa reiterou que, “pelo que se lembra”, o assunto chegou até ele através do doleiro. O ex-diretor da estatal afirmou ainda que foi liberado 2 milhões de reais da cota do PP para contribuir.
“Pelo que me lembro esse assunto veio através do Youssef de um pedido de 2 milhões de reais e autorizei repassar recursos do PP para a campanha de Dilma Roussef”, afirmou o ex-diretor. Youssef obteve um habeas corpus do ministro Teori Zavascki do STF (Supremo Tribunal Federal), que lhe garante o direito de não se autoincriminar e de ficar em silêncio. Youssef tinha avisado que ficaria em silêncio logo na primeira pergunta feita pelo relator, Luiz Sérgio (PT-RJ). “Eu vou me reservar ao direito ao silêncio por conta do salvo conduto dado pelo Supremo Tribunal Federal. Vou me reservar ao silêncio”, disse o doleiro. (Folhapress)
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