Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de dezembro de 2019
A produção nacional de petróleo ultrapassou a marca de 3 milhões de barris por dia, pela primeira vez. Segundo dados divulgados na última segunda-feira (23) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a média de produção de 3,09 milhões de barris de óleo por dia foi atingida no mês de novembro. As informações são da Agência Brasil e da agência de notícias Reuters.
O recorde anterior era a média diária de 2,989 milhões de barris de óleo, registrada no mês de agosto, de acordo com a ANP.
A produção de petróleo em novembro deste ano foi 4,3% superior à registrada em outubro e 20,4% maior do que a observada em novembro de 2018.
Já a produção de gás natural em novembro chegou a 137 milhões de metros cúbicos por dia, 3,8% a mais do que em outubro e 21,6% superior à produção de novembro do ano passado.
A produção diária do pré-sal atingiu uma média de 2,061 milhões de barris de petróleo, 66,7% do total nacional, e 83,7 milhões de metros cúbicos de gás natural, 61,1% do total do país.
Somando-se o petróleo e o gás natural, a produção total do país – pré-sal, pós-sal e terra – chegou a 3,95 milhões de barris de óleo equivalente, dos quais 2,588 milhões, 65,5% do total, foram obtidos em poços do pré-sal.
Contratos futuros
Os contratos futuros do petróleo subiram na terça-feira (24), véspera de Natal, depois que a Rússia disse que a cooperação com a Opep sobre cortes de fornecimento iria continuar e em meio ao otimismo de que os Estados Unidos e a China podem finalizar um acordo comercial.
O Brent subiu 0,81 dólar, ou 1,22%, a 67,20 dólares por barril, após uma sessão mais curta antes do Natal. O U.S. West Texas Intermediate avançou 0,59 dólar, ou 0,97%, a 61,11 dólares por barril.
A Opep e a Rússia continuarão sua cooperação enquanto ela for “efetiva e trouxer resultados”, disse o ministro russo da Energia, Alexander Novak, em uma entrevista na segunda-feira.
A Opep e aliados concordaram em novembro em estender e aprofundar as reduções de produção em vigor desde 2017. Sob a redução da produção, até 2,1 milhões de barris por dia (bpd) poderiam ser retirados do mercado, ou cerca de 2% da demanda global.
O mercado também subiu conforme o presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira que ele e o presidente chinês Xi Jinping farão uma cerimônia para assinar a primeira fase do acordo comercial entre EUA e China. As tensões comerciais entre os dois países pesaram sobre o mercado petrolífero devido às preocupações de um abrandamento do crescimento da demanda.
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