Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de janeiro de 2020
Diante do risco iminente à saúde pública, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determinou nesta sexta-feira (10), como medida cautelar, o fechamento da Cervejaria Backer, fabricante da cerveja Belorizontina. Na mesma oportunidade, foram determinadas ações de fiscalização para a apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado.
Segundo a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, por meio de informação preliminar de quinta-feira (9), foi identificada a substância “dietilenoglicol” em amostras de cerveja pilsen, da marca Belorizontina, lotes L1 1348 e L2 1348.
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou nesta sexta-feira que foram registrados dez casos suspeitos de pessoas que passaram mal após terem ingerido a cerveja, sendo que uma delas veio a óbito. Os demais seguem em tratamento. Até o momento, ficaram prontos os resultados de exames sanguíneos de três pacientes internados, realizados pela Polícia Civil. Existia a substância dietilenoglicol nas amostras de sangue.
Auditores fiscais federais agropecuários – nas especialidades farmacêutica, química e de engenharia agronômica – prosseguem apurando as circunstâncias em que ocorreram a contaminação verificada pelas autoridades policiais nos lotes indicados, a fim de dar pleno esclarecimento à população dos fatos, informou o governo do Estado.
Análises laboratoriais seguem sendo realizadas nas amostras coletadas pela equipe de fiscalização das Superintendências Federais de Agricultura. Além disso, mais de 16 mil litros de cervejas foram apreendidos cautelarmente. O ministério informou que novas informações serão prestadas após os resultados das análises laboratoriais.
A força-tarefa criada no Estado para analisar os casos de pacientes com a síndrome nefroneural informou, ainda, que novos lotes da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer, continuam em análise.
Com a descoberta da substância, um novo protocolo clínico para intoxicação por dietilenoglicol visando o tratamento dos pacientes será divulgado para profissionais da saúde.
Segundo o governo do Estado, os consumidores que possuem a cerveja Belorizontina e desejarem se desfazer do produto podem encaminhá-lo somente à vigilância sanitária de Belo Horizonte, nos endereços já divulgados, e, no interior do Estado, aos Procons municipais. A eles, caberá articular com a Vigilância Sanitária Municipal a coleta e armazenamento dos produtos. O recolhimento se restringe à cerveja adquirida pelos consumidores.
As investigações da força-tarefa continuam, inclusive, com a colaboração da empresa citada.
Em comunicado, a Backer informou que “a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos, inclusive da Belorizontina. E reitera que continua colaborando com as autoridades e que se solidariza com as famílias envolvidas. A cervejaria informa que os lotes L1-1348 e L2-1348 serão recolhidos diretamente nos domicílios dos consumidores, em horário agendado. Para isso, os clientes devem ligar para o telefone (31) 99536-4042, exclusivo para esse procedimento. A cervejaria aguarda a conclusão das investigações e reforça seu compromisso com a qualidade dos seus produtos”.
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