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Geral Menopausa pode ser prevista por exame de sangue, aponta estudo

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Descoberta poderá ajudar as mulheres a planejarem sua vida fértil e também trará benefícios para a saúde. (Foto: Reprodução)

Um grupo de pesquisadores encontrou uma forma de descobrir quando as mulheres entrarão na menopausa: a partir de um simples exame sangue. A nova pesquisa, publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, baseou-se na medição do nível do hormônio antimülleriano (AMH) para prever o fim da menstruação.

Quando uma mulher nasce, todos os seus óvulos já estão formados em seu corpo, e essa “reserva” vai diminuindo mês a mês, até ela parar de menstruar. Segundo os autores do estudo, o AMH serve como um indicador de quantos óvulos restam em uma mulher, o que os ajuda a prever quando será o fim de sua idade fértil.

“Estabelecer uma maneira de medir o tempo até o período menstrual final tem sido o santo graal das pesquisas sobre menopausa”, disse Nanette Santoro, uma das pesquisadoras, em comunicado. A médica acredita que o novo exame ajudará mulheres a tomarem decisões como quando (e se) desejam engravidar.  “Elas poderão tomar melhores decisões médicas com as informações mais completas oferecidas pelas novas medidas hormonais antimüllerianas”, afirmou Santoro.

Para realizarem o estudo, os pesquisadores analisaram exames de sangue em 1537 mulheres entre 42 e 63 anos. As voluntárias foram monitoradas por aproximadamente 24 meses para que os médicos pudessem observar as mudanças na saúde delas durante a transição da menopausa.

De acordo com Joel S. Finkelstein, que também participou do estudo, já se suspeitava que o AMH seria um marcador do tempo para a menopausa. Só que os testes não eram sensíveis o suficiente para detectar os níveis muito baixos que ocorrem um ou dois anos antes do climatério.

“Foi preciso um trabalho em conjunto com o Estudo da Saúde da Mulher na Nação [dos Estados Unidos], que seguisse as mesmas mulheres ano após ano, desde antes da menopausa até bem depois, para obter os dados necessário e poder demonstrar o valor preditivo do AMH”, afirmou Finkelstein.

Menos sexo

Mulheres que fazem sexo toda semana ou todo mês tendem a entrar na menopausa mais tarde, segundo um novo estudo publicado no Royal Society Open Science. A pesquisa considera como atividade sexual relações com penetração, sexo oral, toques e carícias sexuais ou autoestimulação.

“As descobertas do nosso estudo sugerem que, se uma mulher não está fazendo sexo e não há chance de gravidez, o corpo ‘escolhe’ não investir na ovulação, pois seria inútil. Pode haver uma troca energética biológica entre investir energia na ovulação e investir em outros lugares, como manter-se ativo cuidando dos netos”, explicou Megan Arnot, uma das pesquisadoras, em comunicado.

De acordo com Arnot, a ideia de que as mulheres cessam a fertilidade para investir mais tempo em sua família é conhecida como “Hipótese da Avó”. “[Essa teoria] prevê que a menopausa originalmente evoluiu nos seres humanos para reduzir o conflito reprodutivo entre diferentes gerações de mulheres, e permitir que elas aumentem sua aptidão inclusiva investindo nos netos”, disse a pesquisadoras.

Outro fato que corrobora para a hipótese é que, durante a ovulação, a função imunológica da mulher é prejudicada, tornando o corpo mais suscetível a doenças. Dado que a gravidez é improvável devido à falta de atividade sexual, não seria proveitoso para o organismo alocar energia em algo tão trabalhoso como a ovulação — especialmente se mulher puder usar essa energia para outra coisa.

Segundo os pesquisadores, essa é a maior e mais diversificada pesquisa do tipo já realizada. Eles contaram com dados de quase 3 mil mulheres, sendo que 48% eram brancas, 78% estavam em um relacionamento estável e nenhuma havia entrado na menopausa até então.

A equipe acompanhou essas mulheres durante 10 anos, período em que elas responderam a questionários sobre suas atividades sexuais e menstruação. Dessa forma, eles constataram que as mulheres que faziam sexo semanalmente tinham um risco 28% menor de entrar na menopausa cedo do que as que transavam com menos frequência. Aquelas que faziam sexo mensalmente mostraram ter uma probabilidade 19% mais baixa de ter a menopausa antes da hora.

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