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Brasil Dois procuradores passam a integrar a força-tarefa que mira o escândalo de corrupção da Petrobras

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Aras pede investigação contra procuradores da Lava-Jato. (Foto: Roberto Jayme/TSE)

Portaria assinada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, nesta sexta-feira (31), designa dois procuradores da República para atuar com exclusividade na força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná. As informações foram divulgadas pela Procuradoria-Geral da República.

Passam a compor o grupo os procuradores da República Joel Bogo e Luciana de Miguel Cardoso Bogo, que serão desonerados de suas atribuições junto à Procuradoria da República no Acre e na Procuradoria da República em Umuarama (PR), respectivamente.

A procuradora Jerusa Burmann Viecili, que compunha a força-tarefa, foi dispensada, a pedido.

A força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná é dedicada exclusivamente ao escândalo de corrupção na Petrobras, e também a desdobramentos das investigações naquele estado, como as Operações Integração I e II, que miram fraudes e propinas em contratos de rodovias.

Coordenadora recusa

A procuradora regional Raquel Branquinho, que coordenou a Lava-Jato ao longo do mandato de Raquel Dodge, recusou o convite de Augusto Aras para voltar à equipe da operação na Procuradoria-Geral da República.

Aras havia anunciado o retorno de Branquinho, que foi pega de surpresa com o anúncio.

Segundo mensagem enviada por Branquinho a colegas, ela está de férias em Franca (SP), e, após dois anos na PGR, não quer voltar à operação.

Dispensa da função

O coordenador do grupo de trabalho da operação Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR), José Adonis Callou de Araújo Sá, pediu no último dia 23 dispensa da função. Ele estava no cargo desde outubro do ano passado, indicado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

Procurado, Sá não quis se manifestar sobre o motivo da saída. Mais tarde, Augusto Aras anunciou a subprocuradora-geral da República Lenora Maria Araújo como nova coordenadora do grupo.

Interlocutores de José Adonis afirmaram à TV Globo que o procurador vinha tendo divergências de posição com Augusto Aras, mas negaram que esse tenha sido o motivo da saída.

Segundo eles, o coordenador decidiu deixar a força-tarefa para que Aras faça ajustes na equipe da maneira que julgar necessário.

O coordenador da Lava-Jato na PGR tem como função coordenar coleta de depoimentos, de provas, coordenar audiências, requisitar informações, e participar de negociações sobre acordos de delação premiada.

Adonis é subprocurador-geral da República e voltará a atuar em processos de tribunais superiores. Em parecer enviado ao Supremo no mês passado, ele defendeu a atuação do ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, nos processos que correm contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná.

 

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