Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de agosto de 2015
O advogado Michel Saliba deixa nesta segunda-feira (31) a defesa do ex-deputado federal e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, preso na Operação Lava-Jato. Com isso, Corrêa deve ser o primeiro político a fechar delação premiada com o Ministério Público, assumindo participação em crimes e revelando detalhes do esquema de corrupção da Petrobras em troca de benefícios, como eventual redução de pena.
A defesa do ex-deputado deve ficar sob os cuidados do advogado Adriano Bretas, além de Alexandre Loper, que já atuava no caso. Saliba e Corrêa devem se encontrar nesta segunda-feira no Paraná, onde o ex-deputado está preso.
Saliba descartou trabalhar com delação premiada porque considera incompatível, uma vez que tem outros seis clientes investigados na Lava-Jato pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Corrêa disse a pessoas próximas que pode oferecer aos procuradores da Lava-Jato detalhes sobre as indicações políticas para cargos em órgãos do governo federal e a distribuição da propina do esquema a congressistas.
Quando foi preso na Lava-Jato, Corrêa já cumpria pena pela condenação no STF por seu envolvimento com o mensalão petista. Segundo o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, delatores da Lava-Jato, Corrêa recebia pagamentos mensais do esquema e era um dos líderes do PP que decidiam como distribuir os recursos destinados ao partido.
Segundo Costa, ele recebeu 5,3 milhões de reais só na campanha eleitoral de 2010. Sua filha, a ex-deputada Aline Corrêa (PP-SP), também recebia pagamentos mensais do esquema, de acordo com Youssef. (Folhapress)
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