Segunda-feira, 05 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Um novo método reduz a chance de rejeição em enxerto de nervo humano

Compartilhe esta notícia:

Estudo brasileiro apresenta possibilidade de reduzir riscos de rejeição nesse tipo de procedimento. (Foto: Reprodução)

Um estudo brasileiro realizado na PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) investigou a eficácia de diversos métodos para remover o DNA de nervos de doadores de órgãos. Com a remoção do material genético, essas estruturas teriam menores chances de serem rejeitadas pelo corpo do receptor.

A pesquisa foi realizada pelo estudante Carlos Eduardo Motooka, do programa de pósgraduação em Ciências da Saúde, que foi orientado pelo professor Felipe Tuon. As lesões em nervos costumam ser resultado de choques elétricos e fraturas de ossos próximos aos nervos provocadas geralmente por acidentes de automóveis, agressões e até acidentes com objetos cortantes, como serras e facas.

A análise avaliou dois métodos de descelularização para remover componentes genéticos dos nervos periféricos vindos de doadores, mas garantindo sua matriz extracelular. Isso permitiria que essas estruturas fossem reconstruídas diminuindo a possibilidade de rejeição na implantação.

Atualmente, a técnica mais comum de reparo desse tipo de lesão é por meio de enxertos, um método de baixo custo que usa a aproximação das extremidades do nervo no local do enxerto para criar uma espécie de tubo condutor que facilita a regeneração celular. No entanto, a técnica apresenta risco de rejeição, além da perda de função motora da área doadora.

A técnica avaliada por Motooka utilizou nervos retirados do antebraço de um doador de órgãos e que, posteriormente, passaram por uma dissecação para remoção de gordura e restos de outros tecidos. Eles então foram transportados até o Laboratório de Doenças Infecciosas Emergentes da PUCPR.

Lá, eles passaram por processos de descelularização feitos por meio de detergentes químicos e métodos físicos ultrassônicos que se mostraram eficazes em remover os resíduos de DNA do doador sem interferir na estrutura dos nervos. O procedimento, que também possui custos baixos igual à técnica de enxerto tradicional, já está em processo de pedido de patente.

A descoberta é importante para otimizar a recuperação do paciente, além de contribuir para que ele volte a ser funcional e reduzir os custos com o tratamento. Além dos gastos diretos com o paciente, há ainda o custo indireto, que envolvem as complicações relacionadas à perda funcional do membro, as dores constantes e a perda da capacidade motora que impede a empregabilidade das pessoas portadoras desse tipo de lesão. “A perda funcional e consequentemente a incapacidade de trabalhar gera desconforto e dor para o paciente, além de um alto custo financeiro”, afirma Motooka.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O coronavírus é cenário de risco para a economia brasileira, diz o banco Itaú
O problema não é publicar selfies, mas investir tempo demais nisso
Pode te interessar