Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de março de 2020
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (4) que espera que a economia brasileira tenha um desempenho melhor neste ano do que em 2019, apesar dos problemas acarretados pelo surto do coronavírus.
“Espero que sim… apesar do problema do coronavírus, espero que sim”, disse o presidente a jornalistas ao chegar no Palácio da Alvorada no final da tarde, ao ser questionado se é possível a economia melhorar em 2020.
O surto de coronavírus, que já contaminou mais de 90 mil pessoas e causou mais de 3 mil mortes em todo mundo, tem afetado fortemente os mercados financeiros e já traz efeitos negativos à economia global.
Na manhã desta quarta, o IBGE informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% em 2019, abaixo da expansão de 1,3% registrada em 2017 e 2018 e bem abaixo da previsão do próprio governo no início do ano passado. Em março, a projeção era de um crescimento de 2,5%.
O presidente, no entanto, minimizou o fato de o resultado final do PIB ter ficado abaixo da expectativa inicial do governo.
“Expectativa, eu sempre falo… bota a expectativa o mais baixo possível para evitar exatamente esse tipo de pergunta”, disse.
Bolsonaro destacou a aceleração da economia no final do ano. Na comparação com o final de 2018, o PIB cresceu 1,7%. Mas em relação ao terceiro trimestre de 2019, o PIB do último trimestre do ano passado desacelerou para 0,5%.
Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta que o resultado do PIB de 2019 ficou “dentro do previsto”.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
“À medida que as reformas vão acontecendo, e elas vão ser implementadas, o Brasil vai reacelerando. Então, está tudo dentro do previsto. Eu nem entendi essa comoção toda: ‘Ah, 1,1%’. O que que eles esperavam? Era 1% que nós tínhamos dito que ia crescer no primeiro ano. No segundo ano, a gente acha que é acima de 2%, prosseguindo com as reformas”, declarou o ministro.
O resultado já era esperado pelos analistas do mercado financeiro, que passaram a projetar mais um ano de taxa próxima de 1%. No começo de 2019, a estimativa era de alta de mais de 2% no ano.
De acordo com os dados do IBGE, o consumo das famílias cresceu pelo terceiro ano seguido em 2019 e ajudou a sustentar, mais uma vez, a expansão do PIB. As compras, porém, perderam fôlego diante da baixa confiança das pessoas no mercado de trabalho.
Os comentários estão desativados.