Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2015
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, mandou a Polícia Federal abrir um inquérito para apurar ameaças feitas por um advogado de Brasília contra a presidenta Dilma Rousseff. Candidato derrotado a deputado federal pelo PSDB-DF, Matheus Sathler publicou vídeo na semana passada em redes sociais sugerindo a renúncia ou o suicídio de Dilma antes do 7 de setembro. “Dilma Rousseff, renuncie, fuja do Brasil ou se suicide até o dia 6 de setembro às 23h59min. Caso contrário, dia 7 de setembro, a gente não vai pacificamente para as ruas. Vamos juntamente com as Forças Armadas populares do Brasil defender o povo brasileiro e te tirar do poder”, diz ele.
O advogado declara ainda que, caso Dilma não deixe o cargo, “sangue vai rolar”. Afirma que a cabeça de Dilma será arrancada e sugere ainda um “memorial” na Praça dos Três Poderes.
“Assuma seu papel e tenha a humildade para sair do nosso País. Caso contrário, o sangue vai rolar. E não de inocentes. Vamos fazer um memorial na Praça dos Três Poderes, um poste de cabeça para baixo, porque com a foice e o martelo nós vamos arrancar sua cabeça e pregar e fazer um memorial para você”, desafia Sathler.
O ministro afirmou que o objetivo do inquérito é que “possam ser tomadas as sanções penais cabíveis” ao caso. Em nota, o PSDB diz que o senador Aécio Neves (MG), presidente do partido, vai pedir ao conselho de ética tucano que abra um processo disciplinar contra Sathler. Aécio defendeu a expulsão do advogado da sigla.
Sathler foi candidato a deputado federal no ano passado e obteve apenas 1.415 votos, não conseguindo a vaga. Ele causou polêmica ao defender a distribuição nas escolas de um “kit macho” e um “kit fêmea”, um contraponto ao material de combate à homofobia que o governo federal preparou e foi apelidado de “kit gay”. (AG)