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Política O ministro Sérgio Moro disse que o Brasil sairá da pandemia do coronavírus forte como a China

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O ministro utilizou a plataforma Twitter para dar a declaração. (Foto: Reprodução/YouTube)

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou neste domingo, 21, que o País sairá da pandemia do novo coronavírus junto, sem pânico e com prudência. Em meio à crise diplomática com a China, causada por declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ele usou o país asiático como exemplo de quem está superando a doença.

“Sairemos juntos, fortes, como a China já está saindo, sem pânico, com prudência e solidariedade”, escreveu o ministro em sua conta oficial no Twitter.

“A única coisa que devemos temer é o próprio medo-o inominado,o irracional,o terror injustificado que paralisa os esforços necessários para converter recuos em avanços”.Grande discurso.Sairemos juntos, fortes,como a China já está saindo,sem pânico,com prudência e solidariedade. — Sergio Moro (@SF_Moro) March 21, 2020

Em postagem no Twitter na última quarta-feira, 18, Eduardo Bolsonaro provocou uma crise diplomática com a China ao republicar uma mensagem de outro usuário que culpava o Partido Comunista Chinês pela pandemia. O parlamentar ainda acrescentou uma comparação com o desastre nuclear de Chernobyl e disse que o governo Xi Jinping, chamado por ele de “ditadura”, escondeu a epidemia.

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, exigiu retratação de Eduardo e disse que o filho do presidente Jair Bolsonaro feriu a relação amistosa com o Brasil e “precisa assumir todas as suas consequências”. Diversas autoridades do País, como o vice-presidente Hamilton Mourão e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se manifestaram a favor da Embaixada Chinesa e contra a atitude do deputado.

Na mesma postagem no Twitter, Moro escreveu uma fala do ex-presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt: “A única coisa que devemos temer é o próprio medo, o inominado, o irracional, o terror injustificado que paralisa os esforços necessários para converter recuos em avanços”.

Ao longo desta semana, o presidente Jair Bolsonaro chamou diversas vezes a crise do novo coronavírus de “histeria” e criticou medidas tomadas por governadores. No começo do mês, o presidente afirmou que a doença estava “superdimensionada”.

Detentos

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirma que o governo pretende vacinar presos contra a gripe comum, para evitar confusão com sintomas do coronavírus, e não endossa os movimentos para soltar presos durante a pandemia. “Não podemos, a pretexto de proteger a população prisional, vulnerar excessivamente a população que está fora das prisões”, disse.

“Alguns fazem a proposta de soltar todos os presos que não tenham sido condenados por violência ou grave ameaça. Estamos falando de todo tráfico de drogas, basicamente. Grande parte dos grandes traficantes foram condenados só por tráfico. E vamos soltar todos os traficantes do país? Não faz sentido”, afirmou.

No Rio de Janeiro, dois mil e duzentos presos do sistema de penal do Rio de Janeiro deixaram a cadeia na sexta-feira (20) por conta da epidemia do novo coronavírus. A autorização da saída beneficia prisioneiros que já saíam para trabalhar e dos que já tinham o benefício de Visita Periódica ao Lar (VPL).

A soltura da Vara de Execuções Penais veio na quinta-feira (19), após uma solicitação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, e é válida até 30 dias após o detento sair da unidade prisional.

Dois mil e duzentos presos do sistema de penal do Rio de Janeiro deixaram a cadeia nesta sexta-feira (20) por conta da epidemia do novo coronavírus. A autorização da saída beneficia prisioneiros que já saíam para trabalhar e dos que já tinham o benefício de Visita Periódica ao Lar (VPL). A soltura da Vara de Execuções Penais veio na quinta-feira (19), após uma solicitação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, e é válida até 30 dias após o detento sair da unidade prisional

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