Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de março de 2020
O Banco Central (BC) decidiu reduzir a alíquota de pagamento compulsórios e estima que a decisão possa liberar R$ 68 bilhões na economia. Os compulsórios são a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a manter em reservas.
A redução foi de 25% para 17% e os recursos devem ser liberados a partir de 30 de março. Segundo o BC, a medida tem como objetivo dar mais liquidez para a economia.
Desta maneira, os bancos e instituições financeiras teriam mais recursos para fornecer empréstimos, por exemplo, ou aguentar os choques derivados dos impactos econômicos da crise do coronavírus.
A nota também informa que, caso a economia deixe de sofrer os impactos da pandemia, a alíquota do pagamento compulsório deve retornar ao patamar de 25% em dezembro.
Essa é a segunda liberação de compulsórios em um mês. No final de fevereiro, o Banco Central já havia anunciado mudanças nas regras dos depósitos que liberaram R$ 135 bilhões na economia.
Na ata da reunião que aconteceu na semana passa e divulgada nesta segunda-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que a pandemia já está provocando desaceleração significativa no crescimento econômica global.
Dívida externa
Na sexta-feira (20), o BC comprou US$ 3 bilhões em títulos de dívida externa de instituições financeiras nacionais. A operação é conhecida como “repo” serve para estabilizar o mercado e não acontecia desde a crise financeira de 2008.
No repo, o BC compra títulos da dívida brasileira denominados em dólar com o compromisso de revenda para as instituições financeiras em até 30 dias.
Com isso, o Banco Central colocou temporariamente dólares no mercado em um momento de escassez. A medida pode ajudar os bancos a terem mais liquidez, ou seja, mais recursos disponíveis para dar empréstimos ou enfrentar possíveis choques originados da crise do coronavírus.
Na prática, a operação não representa gastos para o BC porque há o compromisso de recompra desses títulos pelas instituições financeiras. Nesse caso, as instituições devem recomprar US$ 1,2 bilhão no dia 8 de abril e os US$ 1,8 bilhão restantes no dia 23 do mesmo mês.
A medida também pode ter efeito no câmbio, já que, ao comprar dívidas em dólar de instituições brasileiras, acaba injetando a moeda americana no mercado nacional. As informações são do jornal O Globo.
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