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Notícias A Polícia Civil prendeu dois suspeitos de matar um motorista de aplicativo durante assalto em Porto Alegre

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Jovem e adolescente estava com a arma do crime e o celular da vítima. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Agentes da Polícia Civil prenderam em flagrante no Centro Histórico de Porto Alegre um jovem de 18 anos e apreendeu um adolescente de 17 anos, suspeitos pelo latrocínio (roubo com morte) do motorista de aplicativo Antônio Luís do Amaranto da Silva, 38 anos, na noite da sexta-feira passada (3). Eles portavam a pistola utilizada no crime e o celular da vítima, além de 300 pedras de crack.

Segundo a investigação, por volta das 22h a dupla solicitou uma corrida e embarcou na rua Riachuelo (Centro Histórico) em direção a Canoas (Região Metropolitana), já com o objetivo de roubar o veículo, um Renault Logan prata. O condutor desconfiou do comportamento teria reagido e chegou a alertar colegas por meio do WhatsApp, mas não adiantou: foi assassinado com dois tiros na cabeça, provavelmente após tentar reagir.

O corpo de Antônio Luís, que morava em Cachoeirinha (também na Região Metropolitana) e tinha três filhos, foi localizado somente na manhã de sábado, sem carteira e outros pertences, em uma área nas imediações da Ceasa (Companhia Estadual de Abastecimento), na Zona Norte. Já o carro foi deixado na rua André da Rocha, no Centro Histórico.

De acordo com informações da titular da 4ª DP (Delegacia de Polícia), Laura Rodrigues Lopes, o jovem e o adolescente não possuem antecedentes criminais. Eles se negaram a prestar depoimento, mas a delegada ressalta que as provas são suficientes para comprovar a autoria.

Soltura de presos

Nesta semana, o MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) ingressou com recursos junto ao TJ (Tribunal de Justiça) do Estado para reverter as decisões que liberaram, desde o mês passado, 31 indivíduos que estavam presos preventivamente em Porto Alegre por crimes de homicídio e que são considerados perigosos. A maioria desses assassinatos tem ligação com o tráfico de drogas.

As solturas foram determinadas no âmbito das ações de combate à pandemia de coronavírus. Conforme um levantamento realizado pelo órgão, apenas um terço desse grupo se enquadra nos segmentos de risco para contaminação por Covid-19. Com decisões publicadas pela Justiça entre os dias 6 e 31 de março, sete deles tiveram prisão domiciliar concedida, enquanto que 16 obtiveram liberdade provisória e oito tiveram a prisão preventiva revogada.

A promotora de Justiça Lucia Helena Callegari, diretora da Promotoria da Vara do Júri da Capital, ressalta que a liberdade desses réus oferece um risco muito grande à população. Ainda segundo ela, a concessão desse tipo de benefício tem sido recorrente mas novas medidas estão sendo preparadas para evitar que outros réus por crimes hediondos respondam em liberdade.

Como exemplo, Lucia Helena menciona que um dos processos é referente a um preso envolvido em chacina com quatro mortes em um bar da Zona Norte, em julho de 2018. Já outro é relacionado a assassinatos e ameaças a moradores da Vila Cruzeiro, na Zona Sul, enquanto um terceiro caso se refere a líder de facção criminosa com atuação também na Vila Cruzeiro e apontado como mandante de execuções.

(Marcello Campos)

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