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Mundo Presos produzirão caixões para atender a demanda devido ao coronavírus no Equador

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A confecção dos itens de carpintaria das peças será feita manualmente. (Foto: Reprodução)

Presos da cidade de Ambato, ao sul de Quito (Equador), irão produzir caixões para serem enviados a Guayaquil. A maior cidade do Equador vive um dos piores surtos de coronavírus da América Latina e concentra 68% dos casos da doença no país.

A confecção dos itens de carpintaria das peças será feita manualmente. A matéria-prima usada são madeiras que foram apreendidas em operações de combate ao desmatamento.

Um dos detentos diz que, como presidiário, ele e os amigos estão “construindo e ajudando neste infortúnio pelo qual o país e o mundo está passando, principalmente as pessoas mais necessitadas”.

Até agora, nenhum caso de coronavírus foi confirmado nos presídios do país. A expectativa é de que os caixões comecem a ser entregues na próxima semana.

A situação no Equador tem ganhado grandes proporções e o país tem tido dificuldade para enterrar os mortos. Nos últimos dias, imagens de corpos nas ruas envoltos em panos têm sido comuns em Guayaquil.

Investigação

O presidente do Equador, Lenín Moreno, pediu na quarta-feira (8) uma investigação sobre como as autoridades lidaram com os corpos dos mortos pelo novo coronavírus em Guayaquil, o epicentro da doença no país. A cidade está com os sistemas de saúde e sanitário sobrecarregados por causa da pandemia de Covid-19.

Familiares das vítimas se queixaram nas redes sociais que os hospitais públicos têm sido incapazes de localizar rapidamente os corpos de seus entes queridos e que, em alguns casos, os identificaram de forma errada. Pelo Twitter, o presidente comentou a situação.

“Não permitiremos que ninguém seja enterrado sem ser identificado. Eles merecem um adeus com dignidade!”, escreveu Moreno na rede social.

A publicação tinha a cópia de uma queixa formal contra supostas irregularidades apresentada por Jorge Wated, a autoridade estatal encarregada do manejo dos corpos durante a crise.

A velocidade do surto em Guayaquil deixou corpos esperando para serem recolhidos nas casas e, em alguns casos, até nas ruas da cidade. Isso obrigou as autoridades a armazenarem os cadáveres em contêineres refrigerados, para que mais tarde pudessem abrir um novo cemitério a fim de começar a enterrar os mortos, conforme relataram moradores.

Até o momento, o Equador tem 7.161 casos diagnosticados da doença, 297 mortes confirmadas e outras 240 que se suspeitam terem sido causadas pelo vírus.

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