Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de abril de 2020
Os estudantes do ensino médio de Pequim e Xangai, na China, voltaram às aulas nesta segunda-feira (27), após quatro meses de férias devido à pandemia de coronavírus. O objetivo é prepará-los para o concorrido vestibular, chamado de “gaokao”.
Para isso, o país adotou medidas de segurança, com máscaras, desinfecção de áreas e controles de temperatura, segundo a agência France Presse. A maioria das escolas de ensino fundamental e universidades da China ainda está fechada.
O país foi o primeiro epicentro do novo coronavírus. A OMS (Organização Mundial de Saúde) emitiu o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan.
Quatro meses depois, o país registra 83.918 casos da doença e 4.637 mortes, de acordo com o balanço da universidade americana Johns Hopkins.
Agora, teme uma segunda onda de contaminação com os casos “importados”, principalmente de chineses que retornam ao país.
No fim de janeiro, a China fechou todas as suas escolas, antes das comemorações do Ano Novo Lunar. Desde então, as aulas eram on-line.
As províncias pouco povoadas de Qinghai (noroeste) e Guizhou (sudoeste) foram as primeiras a organizar progressivamente o retorno às aulas, em março.
Em Pequim, apenas os alunos do ensino médio tiveram permissão para voltar às aulas nesta segunda para se prepararem para o “gaokao”, o vestibular mais importante na educação chinesa. Em Xangai, os alunos do ensino médio também retornaram para as salas de aula.
A data da prova para entrada nas universidades foi adiada por um mês, para o início de julho, devido à pandemia.
No Brasil, o governo manteve o cronograma da prova impressa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), marcada para 1º e 8 de novembro. A Defensoria Pública da União entrou com uma ação cível pedindo uma nova data, porque as aulas estão suspensas. A prova digital foi adiada de 11 e 18 de outubro para 22 e 29 de novembro.
Sem abraços
“Estou feliz, fazia muito tempo que não via meus colegas de classe”, diz Hang Huan, 18 anos, sorrindo em frente à escola Chenjinglun, no Leste da capital chinesa.
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