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Mundo A China tem volta às aulas do ensino médio com fortes medidas de segurança e medo do coronavírus

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Após 4 meses sem aulas, alunos vão se preparar para o "gaokao", o vestibular mais importante na educação chinesa. (Foto: Reprodução)

Os estudantes do ensino médio de Pequim e Xangai, na China, voltaram às aulas nesta segunda-feira (27), após quatro meses de férias devido à pandemia de coronavírus. O objetivo é prepará-los para o concorrido vestibular, chamado de “gaokao”.

Para isso, o país adotou medidas de segurança, com máscaras, desinfecção de áreas e controles de temperatura, segundo a agência France Presse. A maioria das escolas de ensino fundamental e universidades da China ainda está fechada.

O país foi o primeiro epicentro do novo coronavírus. A OMS (Organização Mundial de Saúde) emitiu o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan.

Quatro meses depois, o país registra 83.918 casos da doença e 4.637 mortes, de acordo com o balanço da universidade americana Johns Hopkins.

Agora, teme uma segunda onda de contaminação com os casos “importados”, principalmente de chineses que retornam ao país.

No fim de janeiro, a China fechou todas as suas escolas, antes das comemorações do Ano Novo Lunar. Desde então, as aulas eram on-line.

As províncias pouco povoadas de Qinghai (noroeste) e Guizhou (sudoeste) foram as primeiras a organizar progressivamente o retorno às aulas, em março.

Em Pequim, apenas os alunos do ensino médio tiveram permissão para voltar às aulas nesta segunda para se prepararem para o “gaokao”, o vestibular mais importante na educação chinesa. Em Xangai, os alunos do ensino médio também retornaram para as salas de aula.

A data da prova para entrada nas universidades foi adiada por um mês, para o início de julho, devido à pandemia.

No Brasil, o governo manteve o cronograma da prova impressa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), marcada para 1º e 8 de novembro. A Defensoria Pública da União entrou com uma ação cível pedindo uma nova data, porque as aulas estão suspensas. A prova digital foi adiada de 11 e 18 de outubro para 22 e 29 de novembro.

Sem abraços

“Estou feliz, fazia muito tempo que não via meus colegas de classe”, diz Hang Huan, 18 anos, sorrindo em frente à escola Chenjinglun, no Leste da capital chinesa.

“Sentia muita falta deles”, conta à France Presse usando uma máscara e a roupa esportiva que serve como uniforme.

Para manter a distância, o retorno às aulas é feito em pequenos grupos e “sem abraços”, lamenta Xiao Shuhan, um garoto de roupa esportiva branca e camiseta preta.

Os alunos precisam passar por uma tenda de desinfecção, com funcionários vestidos com roupas de proteção completas.

“Trouxe máscaras dentro de sacos de lixo e desinfetante”, explica Meng Xianghao, estudante que voltou a pegar o metrô nesta segunda depois de meses.

Segundo o Ministério da Educação chinês, todos os estudantes do país precisam ter sua temperatura corporal verificada.

Nas imagens publicadas pelo Jornal de Pequim, os alunos aparecem sentados separados e usam máscara.

Na rede social Weibo, um vídeo gravado em Hanghzou (Leste) mostra estudantes com chapéus estranhos com antenas que, teoricamente, servem para respeitar a distância de um metro de seus colegas.

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