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Política Sérgio Moro prestará depoimento neste sábado sobre acusações contra Bolsonaro

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Moro disse que apresentaria provas das acusações contra o presidente "no momento adequado".

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Advogados do ex-ministro dizem querer evitar "interpretações dissociadas de todo o contexto das declarações". (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, vai prestar depoimento neste sábado (2), à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República) em Curitiba (PR), onde voltou a morar.

Segundo fontes envolvidas na investigação, o depoimento deve ser tomado entre as 11 horas e 14 horas. Nesta sexta-feira (1º), o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, deferiu pedido formulado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e designou três procuradores indicados pela PGR para acompanhar o depoimento do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Na noite de quinta (30), o decano já tinha determinado a realização da oitiva em até cinco dias de Moro, atendendo “razões de urgências” apresentadas por três parlamentares.

Em entrevista à revista Veja, o ex-juiz da Operação Lava-Jato disse que apresentaria provas das acusações contra o presidente “no momento adequado”. O ex-ministro é investigado no mesmo processo que Bolsonaro por denunciação caluniosa e crimes contra a honra.

“Entendi que a requisição de abertura desse inquérito que me aponta como possível responsável por calúnia e denunciação caluniosa foi intimidatória. Dito isso, quero afirmar que estou à disposição das autoridades”, afirmou Moro, à revista.

Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras, divulgou nota nesta sexta (1º), no qual afirma que não admite ser “manipulado ou intimidado por pessoas ou organizações” no inquérito que envolve as acusações do ex-ministro Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro, que está nas mãos do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal.

“O procurador-geral da República, Augusto Aras, reitera que não aceita ser pautado ou manipulado ou intimidado por pessoas ou organizações de nenhuma espécie”, escreveu a PGR. “Ninguém está acima da Constituição!”.

Em nota, Aras afirma que seu dever é o de “averiguar todos os fatos – e as versões que lhes dão os envolvidos – em busca da verdade real”.

“O requerimento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal obedece à consagrada técnica jurídica de apurar fatos, em tese, ilícitos, identificando os responsáveis e a existência ou não de sua materialidade, em busca de formar convicção sobre a ocorrência ou não de crimes”, afirmou.

O PGR afirma que a petição pela abertura do inquérito narra “fatos” e se contém “nos limites do exercício das prerrogativas do Ministério Público” e não tem “caráter intimidatório”.

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