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Brasil O Brasil já tem 11.519 mortes por coronavírus. O total de casos chega a quase 170 mil

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O único teste utilizado nos estágios iniciais da pandemia foi o desenvolvido pelos CDC. (Foto: Reprodução)

Dados do Ministério da Saúde desta segunda-feira (11) apontam que o Brasil registrou 396 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Ao todo, são 11.519 óbitos confirmados pela doença.

A própria pasta, porém, tem dito que uma redução é esperada aos fins de semana porque as equipes de saúde nos Estados e municípios atuam em menor número.

O recorde é de 751 novas mortes por Covid-19, quebrado na última sexta (8). No dia seguinte, sábado (9), houve 730 novos óbitos, e o País ultrapassou a marca de 10 mil mortes pela doença.

Na semana passada, foram quatro dias seguidos com mais de 600 óbitos novos por dia — 600 na terça (5) , 615 na quarta (6), e 610 na quinta (7).

O País também registrou 5.632 novos casos confirmados de Covid-19 no Brasil e tem, ao todo, 168.331 casos.

Bolsonaro

Após silenciar ao longo do fim de semana sobre o fato de o Brasil ter atingido a marca de 10 mil mortes em decorrência do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro disse nessa segunda que lamentava a perda de vidas, mas seguiu defendendo a necessidade de reabrir a economia.

“Eu lamento cada morte que ocorre, a cada hora. Eu lamento”, disse o presidente, ao ser questionado, no fim da tarde, em entrevista no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF). O presidente desceu de seu carro sem máscara, mas depois a colocou, alertando a imprensa para o gesto. ​

Bolsonaro havia inicialmente marcado um churrasco com amigos para o sábado, data em que o Brasil ultrapassou a marca de 10 mil vítimas da Covid-19. O evento acabou cancelado, mas o presidente saiu para um passeio à tarde em uma moto aquática por Brasília.

A primeira manifestação do governo veio apenas no dia seguinte, através do ministro da Saúde, Nelson Teich. O titular da pasta afirmou que era um dia de alegria, por conta do Dia das Mães, mas de tristeza por conta das vidas perdidas.

Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente Rodrigo Maia (DEM) e Davi Alcolumbre (DEM), decretaram luto oficial de três dias. ​

Após afirmar que lamentava as mortes, Bolsonaro disse que sua resposta deve ser tratar com zelo o recurso público.

“Agora o que nós todos podemos fazer é tratar com devido zelo o recurso público, porque está tendo denúncia em tudo qualquer lugar, gente presa até pela Polícia Federal, de desvio”, disse o presidente.

“Em vez de fazer notinha de pesar, que eu acho válido, tudo bem, eu sou pesaroso a essas questões, mas tem que dar exemplo, pô, gastar menos, gastar com qualidade recurso”, completou.

Em seguida, o presidente repetiu sua posição de que o combate à pandemia passa também pela defesa do emprego. Bolsonaro disse que os problemas na economia vão causar outras mortes, por conta da violência.

“Cada percentual que se aumenta o número de desempregos no Brasil, a violência cresce também. Morre gente por outras causas, violência. Então é isso que a gente tem que ver”.

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