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Brasil Os Estados Unidos observam com cuidado o coronavírus no Brasil e na América do Sul. O país estuda impor restrições a viagens

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Pence diz que Washington observa evolução dos casos da Covid-19 na América do Sul, com preocupação especial com os números brasileiros. (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos observam com cuidado a situação do novo coronavírus no Brasil e em toda a América do Sul. E o país considera impor restrições a viagens, afirmou o vice-presidente Mike Pence.

“Estamos acompanhando de perto o que está acontecendo na América do Sul, incluindo no Brasil, onde vimos que houve um aumento considerável nos casos”, confirmou Pence, depois que um jornalista lhe perguntou na Flórida se o governo cogitava impor novas restrições de viagens. “O presidente [Donald Trump] deixou claro que estamos considerando restrições a viagens não apenas para o Brasil, mas também para outros países.”

Nesta semana Trump já havia dito que os Estados Unidos ainda consideravam restringir voos e a entrada de brasileiros devido à expansão da covid-19. O presidente americano então declarou que não queria “pessoas vindo para cá e infectando nosso povo”.

Não foi a primeira vez que o assunto veio à tona. A possibilidade de restrição de entrada foi levantada pela primeira vez por Trump em uma entrevista coletiva em março, quando foi questionado sobre a proibição e deixou a questão em aberto. No final de abril, o presidente americano disse, durante reunião com o governador da Flórida, que estava considerando a ideia de suspender os voos provenientes da América Latina, e citou especificamente o Brasil.

Atualmente, o Brasil concentra mais da metade das mais de 33 mil mortes na América Latina pelo novo coronavírus, enquanto os Estados Unidos são o país no mundo com maior número de casos (mais de 1,5 milhão) e de óbitos (mais de 93 mil).

Desde janeiro, os EUA impuseram restrições aos viajantes que estiveram na China e em março decretaram uma proibição de entrada para estrangeiros provenientes da Europa.

Maior companhia aérea da América Latina, a LATAM anunciou que a partir de junho vai retomar suas operações, reduzidas em 95% devido ao novo coronavírus, incluindo voos do Brasil e de Santiago, no Chile, para Miami.

Ajuda

O governo dos Estados Unidos anunciou na terça-feira (19) um plano de auxílio adicional de aproximadamente US$ 3 milhões — mais de R$ 17 milhões — para “ajudar na resposta de emergência de saúde pública do Brasil” à pandemia de covid-19.

Segundo comunicado da Embaixada dos EUA no Brasil, o valor se soma aos outros US$ 950 mi anunciados em 1º de maio para apoio socioeconômico às pessoas mais vulneráveis durante a pandemia.

“Os recursos serão usados para a melhoria da detecção e do rastreamento de casos, na identificação de áreas de transmissão, no controle de surtos e no fornecimento de dados para uma reabertura segura no Brasil”, diz a nota.

Além disso, o governo norte-americano afirma que vai apoiar 79 centros de operação de emergência e atuar em 13 municípios fronteiriços brasileiros para “reforçar as capacidades entre os países parceiros para detectar e atender indivíduos doentes nas fronteiras e durante suas viagens”.

Ainda de acordo com a Embaixada, as autoridades de saúde norte-americanas vão trabalhar em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde.

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