Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2020
Em audiência virtual com deputados e senadores, o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, negou a possibilidade de o governo dar um golpe militar. Disse que o governo de Jair Bolsonaro é de “centro-direita” e tem posições democráticas.
“O governo é democrático, é um governo de centro-direita. Isso é teoria conspiratória que não existe”, afirmou, em resposta à senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). “Não tem nada de golpe de Estado.”
Braga Netto fez a declaração antes de o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmar nesta sexta-feira (22) que apreender o celular do presidente Jair Bolsonaro seria uma “afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e interferência inadmissível de outro Poder” e que “poderá ter consequências imprevisíveis”.
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um pedido apresentado por parlamentares de oposição de apreensão do celular de Bolsonaro.
Braga Netto também foi cobrado por parlamentares na liberação de verbas para o combate ao coronavírus. Apesar de já ter destinado um orçamento de R$ 40 bilhões contra a pandemia no País, o governo federal liberou apenas R$ 9,24 bilhões até o momento.
Na quinta-feira (21), em uma “live” (transmissão ao vivo), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, negou também a possibilidade de um golpe. Disse que “isso não passa na cabeça dessa nossa geração, que foi formada por aquela geração que viveu todos aqueles fatos, como estar contra o governo, fazer uma contrarrevolução em 1964″.
O deputado Francisco Jr. (PSD-GO) questionou ainda o ministro a respeito do prazo das medidas financeiras de combate ao coronavírus. Disse que, segundo o ministro da Economia Paulo Guedes, há um plano para verbas extras por três meses. Caso nós a extrapolemos, (….) nós estamos preparados para isso?”, questionou o deputado.
Perguntado sobre a defesa de Jair Bolsonaro do uso indiscriminado da cloroquina no tratamento do novo coronavírus, Braga Netto defendeu a medicação. Disse que tomou a droga por um ano quando participou de ação da Organização das Nações Unidas (ONU), para o tratamento de malária — no qual o medicamento é eficiente.
Quem não quiser usar a droga, pode assinar um termo dizendo isso, defendeu o ministro da Casa Civil, citando uma fala semelhante de Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. A eficácia da cloroquina para o tratamento do Covid-19 não é comprovada, e há estudos relatando piora de pacientes após o uso.
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