Sexta-feira, 12 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Para 74% dos brasileiros, a economia levará pelo menos um ano para se recuperar

Compartilhe esta notícia:

Há meses atras ainda falávamos de pandemia, não a primeira da história da humanidade e, imagino, que também não a última. (Foto: Reprodução)

Um levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) revela que grande parte dos brasileiros bancarizados, ou seja, 74%, acredita que a economia vai levar ao menos um ano para se recuperar dos impactos financeiros provocados pela pandemia do novo coronavírus.

O estudo aponta que quase a metade dos entrevistados espera que irá recuperar sua situação financeira pessoal e familiar em até doze meses.

Segundo a federação, os resultados fazem parte do Observatório Febraban, uma nova série de estudos mensais que a entidade passa a divulgar.

Em junho, o estudo foi direcionado às perspectivas de mudança do comportamento econômico-financeiro dos consumidores após a pandemia de covid-19. De acordo com a Febraban, a pesquisa foi realizada por meio do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) com mil brasileiros bancarizados entre os dias 1 e 3 deste mês.

“O Observatório pretende se tornar uma relevante fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores”, afirma o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

Ociosidade da economia

Com os impactos da pandemia a partir de meados de março, a ociosidade da economia voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano, iniciando uma reversão da leve melhora que havia mostrado no fim do ano passado, mostram cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

“Houve meio mês de pandemia em março e isso já provocou uma queda da produção de diversas atividades, elevando a ociosidade”, diz Claudio Considera, pesquisador associados do Ibre/FGV e autor do estudo ao lado dos também pesquisadores Elisa de Andrada e Juliana Trece.

Conforme divulgado pelo IBGE no fim de maio, o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 1,5% no primeiro trimestre deste ano, frente aos três meses anteriores. Foi a maior queda da atividade desde o segundo trimestre de 2015, no início do ciclo da recessão econômica anterior.

A partir desse resultado, os pesquisadores do Ibre/FGV calcularam que o hiato do produto, que mede a diferença entre o crescimento efetivo da economia e seu potencial, foi negativo em 4,7% no primeiro trimestre, voltando a apontar para uma tendência de “abertura” do indicador, ou seja, de aumento da ociosidade da economia brasileira.

No momento de maior ociosidade, ocorrido no primeiro trimestre de 2017, o hiato chegou a ser negativo em 6,6%. No quarto trimestre do ano passado, estava negativo em 4,2% segundo o Ibre/FGV, que usa o método de função da produção, que considera a produtividade total dos fatores e o estoque de capital físico e humano.

Entre os componentes do PIB, a atividade industrial mostrou aumento da ociosidade no primeiro trimestre, com hiato negativo de 6,4%, frente aos -6,1% do trimestre anterior. “Indústria já teve hiatos positivos em 2011 a 2013,

Já a atividade de serviços mostrou uma distância menor entre o PIB efetivo e potencial. O hiato da atividade foi negativo em 3,9% no primeiro trimestre deste ano. Na última década, o crescimento potencial de serviços foi maior que o crescimento efetivo, com maior contribuição do insumo capital.

Mas o pior está por vir no segundo trimestre. Com projeções de retração do PIB na casa dos 10% no segundo trimestre, frente aos três meses anteriores, o hiato do produto deverá atingir nível recorde, diz Considera. “Provavelmente teremos um hiato do produto na casa dos dois dígitos”, diz o pesquisador.

Considera explica que os resultados contribuem para entender a inflação em níveis historicamente baixos no país neste início de ano. Em maio, o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,38%, a segunda maior queda dos preços desde 1980, início da série histórica.

“Essa ociosidade reflete-se também na perda de emprego, vai se refletir numa taxa de desemprego bastante elevada, que pode chegar ao fim do ano entre 17 a 20 milhões de pessoas desempregadas no fim ano. Isso fora as pessoas que ficam inativa”, diz o pesquisador associado do Ibre/FGV.

Chama atenção que o PIB potencial até cresceu no acumulado de quatro trimestre até os três primeiros meses deste ano. Essa taxa foi de 0,7% no período. Ele diz que parte dos investimentos vinha crescendo na economia, como de manutenção de máquinas e equipamentos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Caixa libera consulta a valor e data de novos saques do FGTS
A frota brasileira de veículos vem ficando mais velha há seis anos consecutivos
Pode te interessar