Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de julho de 2020
O cometa “Neowise”, que foi visto no Hemisfério Norte no início do mês de julho, já pode ser observado no Brasil desde essa quarta-feira (22). O ideal é olhar à direita do ponto onde o Sol se põe, entre o final da tarde e o início da noite. Ele deverá aparecer perto da linha do horizonte.
Onde ver o cometa?
Nesta quarta-feira (22): entre Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo; A partir desta quinta-feira (23): entre Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná; Na sexta-feira (24): em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Descoberto no final de março pelo satélite Neowise da agência espacial americana (Nasa), o cometa ficou visível a olho nu em 3 de julho quando atingiu seu periélio, ponto de sua órbita mais próximo do Sol.
O Neowise é um dos poucos cometas do século XXI que podem ser vistos a olho nu, segundo a Nasa. Há registros de sua passagem em diferentes países do hemisfério norte. Ele deve se chegar ao ponto mais próximo da Terra em 23 de julho.
Dicas para ver o cometa
As dicas para quem quer observar o cometa são: torcer para que o dia não esteja nublado, procurar um local onde seja possível enxergar o pôr do sol com clareza e, de preferência, em estar em algum lugar escuro.
Além disso, é bom preparar os olhos antes de partir para a observação: deixe a vista acostumar um pouco com a escuridão do local, dilatar um pouco a pupila. Com isso, será possível ver o cometa com maior brilho.
O que são os cometas
As regiões mais distantes do sistema solar, além da órbita de Netuno, abrigam pequenos corpos gelados formados essencialmente de gelo e gases congelados. São parte daquele material que foi levado para longe pelos ventos solares no período de formação do nosso sistema.
A grande maioria desses objetos estão confinados além da órbita de Netuno, mas eventualmente, alguns deles são arremessados para o interior do sistema solar e formam os objetos que chamamos de cometas.
Quando se aproximam da órbita de Júpiter, o calor do Sol faz evaporar os materiais mais voláteis que compõe o cometa, formando uma tênue atmosfera em torno do núcleo chamada de coma. Os ventos solares, ao atingirem o cometa, arrastam parte da coma na direção oposta ao Sol, formando uma enorme cauda. Tanto a coma quanto a cauda de um cometa brilham devido à ionização de seus gases pelo Sol.
A maioria dos cometas são relativamente pequenos, com algumas dezenas de metros de largura. Mas, alguns deles podem assumir vários quilômetros e terem material volátil suficiente para formar uma coma maior que Júpiter e uma cauda que pode se estender por vários milhões de quilômetros, criando um espetáculo observável a olho nu por várias noites. Cometas assim são raros, mas quando ocorrem, são os fenômenos astronômicos mais bonitos de serem observados.
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