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Rio Grande do Sul Alegrete é a primeira cidade gaúcha a decretar o “lockdown” para evitar o aumento de casos de coronavírus

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Medida tem validade até a manhã desta segunda-feira. (Foto: Arquivo/BM)

Na tentativa de conter a propagação da pandemia de coronavírus, a prefeitura de Alegrete (Fronteira-Oeste), decretou “lockdown” para este fim de semana. Trata-se do primeiro município gaúcho a adotar a medida, que consiste em uma versão mais drástica do isolamento social. A medida entrou em vigor na noite desta sexta-feira (24) e prossegue até o início da manhã de segunda-feira.

De acordo com o chefe do Executivo municipal, Márcio Amaral, estão autorizados a funcionar nesse período apenas hospitais, farmácias e postos de combustíveis – somente para abastecimento. Ele pediu a compreensão da comunidade e afirmou que a medida “é necessária, no sentido de proteger a todos”.

“Diante da situação de extrema preocupação com o coronavírus e o crescente número de testes positivados, estará decretando lockdown em toda a cidade, com prazo de validade até as 6h desta segunda-feira (27)”, anunciou Amaral durante transmissão ao vivo na internet com a secretária municipal da Saúde, Bianca Casarotto, e a chefe do setor de Vigilância Epidemiológica, Juliana Michael.

O mais recente boletim epidemiológico da SES (Secretaria Estadual da Saúde) sobre a pandemia aponta que Alegrete soma desde março 167 casos confirmados e nove mortes por Covid-19. A cidade está em região sob bandeira laranja (médio risco de contágio por coronavírus) no sistema de distanciamento controlado em vigor no Rio Grande do Sul.

Esse status permanece inalterado no mapa preliminar do modelo, divulgado nesta sexta-feira pelo governo gaúcho. Prefeituras e associações de municípios da Região têm até a manhã deste domingo (26) para encaminhar recursos questionando a nova configuração, que passará a valer na terça-feira.

Capital

Em Porto Alegre, apesar de algumas manifestações de alerta por parte do prefeito Nelson Marchezan Júnior, a opção por um “lockdown” passou a ser considerada como hipótese remota. Segundo fontes ligadas ao Executivo municipal, a avaliação é de que colocar em prática uma decisão tão drástica – e inédita na Capital – apresentaria uma série de dificuldades de aceitação, comprometendo a sua viabilidade.

A adoção temporária de um rodízio de veículos autorizados a saírem às ruas (com base no número final da placa, de forma semelhante à de São Paulo) também teria sido descartada, após conversas com representantes de segmentos de atividades – dentre as conclusões está a de que a estratégia teria eficácia reduzida na tentativa de conter a circulação de pessoas. Já a interdição de avenidas de grande movimento ainda está no radar do Paço Municipal.

(Marcello Campos)

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