Quarta-feira, 02 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de janeiro de 2017
O maestro João Carlos Martins, 76 anos, teve alta nesse sábado (28) do Hospital Sírio-Libanês, onde ficou internado para tratamento de uma embolia pulmonar desde a manhã de terça-feira (24). Agora, ele se recupera em casa.
Segundo o último boletim médico divulgado na quinta (26), o maestro se recuperava de forma “satisfatória”. Ele deu entrada “com quadro de trombose venosa de membro inferior e embolia pulmonar periférica”. O documento foi assinado pelos médicos Antonio Antonietto e Miguel Srougi, respectivamente Diretor de Governança Clínica e Diretor Clínico.
Na terça, o maestro disse que deveria ficar cinco dias em observação. Por isso, não participou da cerimônia do Hino Nacional no jogo entre Brasil e Colômbia, na noite de quarta (25), no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio. Ele iria reger os músicos que vão executar os hinos no chamado “Jogo da Amizade”, em homenagem às vítimas da tragédia com o avião da Chapecoense.
Martins também cancelou a apresentação que faria na manhã desta quarta no Theatro Municipal de São Paulo como parte das comemorações do aniversário da cidade. O maestro explicou que sofreu uma trombose, um coágulo no pulmão que levou a uma leve embolia pulmonar. “Não foi tão grave”, disse. Ele está no quarto e tem previsão de alta em cinco dias.
O maestro disse que tem tendência a ter coágulos no corpo. “Quando tinha 26 anos cheguei a ficar 60 dias em um hospital por causa de embolia pulmonar”, afirmou.
Diretor artístico e maestro da Bachiana Filarmônica Sesi-SP, o maestro é considerado um dos maiores intérpretes de Johann Sebastian Bach e teve como um dos pontos altos de sua carreira a gravação da obra completa para teclado deste gênio da música.
Logo depois, devido a problemas físicos (perda parcial dos movimentos das mãos), teve que abandonar a carreira de pianista, canalizando para a regência sua paixão pela música.
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