Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

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Notícias Amazon busca talentos da literatura para transformar histórias em filmes e séries

Finalistas do Prêmio Kindle de Literatura serão avaliados pela Prime Video. Na foto, Gisele Mirabai, vencedora do 1º Prêmio Kindle. (Foto: Reprodução/Facebook)

Boa parte das séries e filmes que fazem sucesso no cinema e nas plataformas de streaming vêm dos livros. Não à toa, a Amazon resolveu unir duas forças de seus negócios e caçar novos talentos que possam render grandes produções. E qualquer escritor pode tentar.

Entre 15 de agosto e 15 de outubro, autores que tenham obras inéditas podem cadastrá-las na ferramenta de autopublicação da Amazon, o KDP (Kindle Direct Publishing). Como nos anos anteriores, esses títulos vão concorrer a R$ 30 mil pelo 4º Prêmio Kindle de Literatura e um contrato para publicação da obra em formato impresso pela editora Nova Fronteira. Mas, desta vez, não há só um prêmio em jogo.

Dessa seleção também sairão cinco finalistas que partem para uma competição mundial em que a Prime Video – ferramenta de streaming da Amazon – escolherá uma obra para transformar em uma produção audiovisual, seja ela um filme ou um livro. O escolhido terá um cachê adiantado de U$S 10 mil (cerca de R$ 38 mil), além de ver a sua história na plataforma da empresa.

“O número de finalistas em cada país pode variar um pouco, mas a concorrência será no máximo de até 50 pessoas em todo o mundo. É uma grande quantidade de autores independentes que terão a oportunidade de serem avaliados por importantes produtores”, avaliou Talita Taliberti, gerente de Kindle Direct Publishing da Amazon.

Segundo a executiva, a Amazon já viu a necessidade de o mercado audiovisual ajudar o de livros e vice-versa. “Se já temos um grande número de obras autopublicadas e de sucessos de produtos audiovisuais inspirados em livros, então, por que não unir forças dentro da mesma empresa?”

Experiências

O autor que se decide por ferramentas de autopublicação como a KDP depende de sua própria divulgação, mas Taliberti conta que a empresa já viu bons resultados, quando o escritor investe em propagar sua obra pela internet, redes sociais e eventos. “No Brasil, dos cem mais vendidos, 30 vêm da autopublicação.”

Os três primeiros prêmios do Kindle deixaram algumas histórias para contar, segundo a gerente. “Gisele Mirabai, que venceu o prêmio com ‘Machamba’, também foi finalista do [prêmio] Jabuti do ano passado e só vem se destacando desde então”, afirmou Taliberti.

Mirabai é um dos casos que já tinha experiência como escritora e até livros publicados, mas escolheu a autopublicação. “A última vencedora [Eliana Cardoso] já era uma economista de renome, tinha coluna no jornal Valor Econômico, mas decidiu pela autopublicação liberdade e custo – a Amazon paga 70% dos direitos autorais – e pela agilidade de disponibilizar mais rápido uma obra aos seus leitores”, explicou a gerente.

Há exemplos também de escritores iniciantes. Taliberti afirma que alguns autores, só por participar do prêmio, acabam descobertos pelo grande público. Na segunda edição do prêmio, por exemplo, a autora J. Marquesi publicou sua primeira obra para concorrer ao Kindle e só por estar na página dos indicados, ela conseguiu uma ótima visibilidade. “Hoje, ela já deixou seu emprego no funcionalismo público para viver como escritora.”

Para concorrer aos prêmios, o candidato precisa submeter uma obra inédita até 15 de outubro. Em janeiro, a empresa vai divulgar os cinco finalistas e, a partir daí, a Amazon/Fronteira selecionará o vencedor do prêmio de literatura. Até março, sai o vencedor do prêmio audiovisual.

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