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Saúde A Anvisa criou um grupo de emergência para monitorar ações de combate ao coronavírus

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O anúncio sobre a criação do grupo foi feito pelo diretor-presidente substituto da Anvisa, Antonio Barra. (Foto: Divulgação/Anvisa)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, na segunda-feira (27), a criação de um grupo de trabalho para acompanhar questões relacionadas ao novo coronavírus (nCoV), recentemente identificado na China. A ação, anunciada um dia antes da confirmação de três casos suspeitos no Brasil, reforça medidas preventivas e de monitoramento da doença. A medida se soma a outras já adotadas pelo órgão, como o repasse de orientações para equipes da vigilância sanitária de todo o país, especialmente as que atuam no controle de portos e aeroportos.

O Ministério da Saúde informa que foi notificado, até as 17h desta terça-feira (28), de outros dois casos suspeitos do novo coronavírus no Brasil. Assim, no total, três casos suspeitos da doença são monitorados pelas autoridades de saúde brasileiras. Eles foram notificados nos Estados do Rio Grande do Sul e do Paraná, além do caso de Minas Gerais, noticiado na manhã desta terça-feira. As três pessoas são de São Leopoldo, Curitiba e Belo Horizonte.

A Anvisa informou que está divulgando nos aeroportos avisos sonoros com recomendações sobre sinais e sintomas da doença, bem como os cuidados básicos que passageiros e tripulantes devem adotar.

O anúncio sobre a criação do grupo foi feito pelo diretor-presidente substituto da Anvisa, Antonio Barra, durante uma coletiva de imprensa realizada na sede do órgão, em Brasília. Durante a atividade, Barra também esclareceu qual é a atuação da Anvisa, que integra o Comitê de Operações de Emergência (COE) – Coronavírus, instalado e coordenado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o diretor, o país conta com protocolos e procedimentos atualizados e eficazes para agir diante de casos concretos. “No momento, as resoluções da Anvisa são suficientes para lidar com a abordagem da situação”.

A Anvisa é responsável pelo controle sanitário em portos, aeroportos e fronteiras do país e conta com normas que orientam a atuação de toda a rede de vigilância brasileira. A atuação inclui o controle sanitário de cargas, viajantes e tripulantes, bem como os meios de transporte. A regulação segue o Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

Durante a coletiva em Brasília, Antonio Barra frisou que os servidores da vigilância sanitária são capacitados e treinados para lidar com a situação, e que estão cientes de todos os procedimentos relativos ao novo coronavírus.

Barra disse também que os procedimentos já fazem parte da rotina de trabalho dos servidores que fazem o acompanhamento da limpeza e desinfecção de meios de transporte e terminais, detecção e encaminhamento de casos suspeitos.

O diretor-presidente substituto também explicou que a Anvisa tem alertado todas as equipes de vigilância do país para que fiquem atentas aos sinais de doença respiratória em passageiros de aeronaves e embarcações vindas de outros países. Dessa forma, a vigilância aumenta a sensibilidade para a detecção de casos suspeitos, conforme a definição do Ministério da Saúde.

O órgão também reforçou a orientação para que os casos suspeitos de nCoV nos terminais sejam notificados imediatamente. A Anvisa recebe informações sobre pessoas que apresentem qualquer sintoma durante o voo ou durante viagem em navios.

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