Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de março de 2020
Em razão da alta procura pela hidroxicloroquina e da cloroquina, remédios apontados como promissores no combate ao novo coronavírus, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu restringir a venda nas farmácias e proibir a exportação. O objetivo é evitar que falte esses medicamentos para pessoas que os usam no tratamento de doenças como artrite, malária e lúpus.
Pacientes que já têm receita para o medicamento poderão continuar usando-a por 30 dias. Essa receita deverá ser registrada pelo farmacêutico como medida de controle. Novas prescrições médicas terão que ser em duas vias.
Os produtos foram enquadrados na categoria de “medicamentos de controle especial”. Segundo a Anvisa, “a hidroxicloroquina já estava enquadrada como medicamento sujeito à prescrição médica. Com a nova categoria a venda irregular pelas farmácias é considerada infração grave”.
A corrida às farmácias para comprar os remédios fez com que ele se esgostasse, prejudicando pessoas que precisam deles. A Anvisa voltou a dizer que não há ainda estudo conclusivo sorbe o benefício das substâncias em caso de infecção pelo novo coronavírus. Assim, não o recomenda nessa situação.
Em entrevista ao jornal O Globo, o diretor-presidente da instituição, Antonio Barra Torres já havia adiantado a decisão de proibir a exportação do produto para outros países, para garantir que não haja falta de estoques no Brasil.
— Estamos restringindo a exportação a partir de hoje. Para a exportação se dar ela pode acontecer com ou sem anuência da Anvisa. Esse era um produto que não precisava de anuência, e o Brasil é um grande produtor mundial, exportava para outros países. Só que, na medida em que esse medicamento desaparece da prateleira e temos brasileiros que precisam dele para tratamentos consagrados, não podemos deixar que um comprador internacional compre nosso estoque e não tenhamos como atender paciente com malária, lúpus e artrite. A partir de hoje para ser exportado, ele precisará de anuência e essa anuência não será dada, a não ser em situações muito especiais a serem analisadas — disse Barra.
Depois, acrescentou:
— É um medicamento que tem indicação precisa e deve ser bem empregado, tem que ter prescrição médica para ser vendido. A medida que estamos adotando não é ligada a coronavírus é ligada a preservar o direito do cidadão brasileiro para se tratar com remédios produzidos no país. Não faça estoques, ou vai faltar para quem precisa.
Pernambuco
Chegou a 31 o número de casos confirmados do novo coronavírus, em Pernambuco. Houve a primeira cura clínica de paciente diagnosticada com a Covid-19, doença causada pelo vírus. O governo também decretou estado de calamidade pública
O caso de cura é o de uma idosa de 66 anos. Ela e o marido, de 71 anos, tiveram os dois primeiros testes confirmados no estado. “A mulher com cura clínica está internada, mas já tem condições de alta. O esposo dela e os outros oito pacientes estão internados. Três estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas estão todos estáveis”, declarou o secretário de Saúde do estado, André Longo.
O chefe do setor de infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, Demétrius Montenegro, celebrou a cura clínica da paciente e disse que, na maioria dos casos, os pacientes têm registrado boa resposta ao tratamento.
“Apesar de ter passado um período na UTI, a mulher não se encontrava em situação de gravidade, foi muito mais para vigilância. Ela desenvolveu uma infecção, que é esperado que aconteça, foi tratada e está em condições clínicas de alta hospitalar”, disse.
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