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Mundo A Argentina cancelou voos procedentes da Europa e dos Estados Unidos por um mês

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Fernández diz que as empresas terão que oferecer planos para a população mais pobre. (Foto: Reprodução/Twitter)

Para combater a disseminação do coronavírus, a Argentina suspendeu por 30 dias a chegada de voos vindos dos Estados Unidos, de todos os países da Europa, incluindo o Reino Unido, e da China, do Japão, da Coreia do Sul e do Irã. Cidadãos destes últimos três países, que necessitam de visto para entrar no país, também não terão a permissão emitida.

Já o Peru anunciou que não receberá mais voos vindos de países da Europa e da Ásia. A medida foi adotada um dia depois de o país declarar emergência sanitária por um período de 90 dias. Existem 22 casos de pessoas contaminadas pelo coronavírus no Peru, sendo sete de uma mesma família.

O decreto argentino, assinado na quinta-feira (12) pelo presidente Alberto Fernández, também estendeu a emergência sanitária no país pelo prazo de um ano e estabeleceu uma quarentena obrigatória de 14 dias para aqueles que retornarem de viagens a países desaconselhados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Aqueles que não cumprirem a quarentena estarão sujeitos a uma pena de prisão de seis meses até dois anos, sob acusação de colocar em risco a saúde pública.

Para aqueles que têm mais de 65 anos, o documento estabelece uma “quarentena social”, pedindo que evitem viajar, usar transportes públicos e participar de reuniões ou frequentar locais com grande número de pessoas.

O decreto também fixa um regime de preços congelados para produtos como máscaras e álcool gel e instrui órgãos públicos a suspenderem atividades que reúnam público.

“Museus, centros esportivos, salas de jogos, restaurantes, piscinas e outros locais de acesso público podem ser fechados; suspender shows públicos e todos os outros eventos massivos “, estabelece o documento.

Mortes

A  Argentina registrou nesta sexta-feira (13) a segunda morte por coronavírus. Trata-se de um homem de 61 anos que viajou para a Europa e foi hospitalizado, informaram autoridades de saúde locais.

A vítima era um professor que morava em Resistencia, capital da província de Chaco (nordeste) e trabalhava na sede local da Universidade Nacional Tecnológica (UTN).

No dia 24 de fevereiro, ele regressou de uma viagem à Itália e apresentou os primeiros sintomas da Covid-19 no dia 5 de março.

Segundo o boletim divulgado na quinta, na Argentina há 31 pessoas contaminadas.

Com esta vítima fatal, sobe para três o número de óbitos pelo novo coronavírus na América do Sul. O outro falecimento foi registrado na Guiana. A primeira morte na Argentina foi de um homem de 64 anos que regressou de uma viagem à França.

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