Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de dezembro de 2019
O governo argentino anunciou uma nova medida no domingo (15) estabelecendo um imposto de 30% para compras de argentinos em dólares no exterior. A medida incluirá compras de passagens e pagamentos de serviços em outros países, como plataformas de streaming, como o Netflix. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
A informação foi dada pelo chefe de gabinete, Santiago Cafiero. “Os argentinos e argentinas que tenham possibilidades de viajar para fora do país para fazer compras têm o dever de dar seu aporte para a sociedade. Essas compras são pagas com dólares do nosso Banco Central, dólares dos quais temos que cuidar muito”, declarou.
No sábado (14), Alberto Fernández decidiu que, a partir de segunda-feira (16), estão suspensos de modo temporário os registros de vendas de grãos e seus subprodutos para o exterior.
Por decreto, Fernández fixou uma taxa de 9% a mais sobre as que já existiam sobre produtos agropecuários.
Com isso, por exemplo, a soja, que pagava 18%, passa a pagar 27%. O trigo e o milho pagam 9%, assim como carnes, farinhas e legumes.
As medidas têm como objetivo arrecadar fundos para, entre outras coisas, o pacote de assistência aos mais humildes e aos aposentados que vai ser tratado pelo Congresso a partir da semana que vem, em regime de emergência.
Igualmente por decreto publicado neste sábado, o governo declarou “emergência pública em questões de emprego” e estabeleceu o pagamento de uma dupla indenização para as demissões sem justa causa. O decreto tem validade por um período de 180 dias.
Sobre a interrupção do registro de exportações de grãos, segundo o decreto, este seria temporário, enquanto se reestrutura o modo como as exportações passarão a ser feitas daqui para a frente.
O Congresso, convocado para sessões extraordinárias, vai dar inicio a uma discussão e possível aprovação de diversas medidas de emergência consideradas necessárias pela nova gestão, como adiantou em sua primeira entrevista coletiva, o ministro Martin Guzman (Economia).
Dívida
A Argentina tem até março para renegociar cerca de US$ 100 bilhões em dívida com detentores de bônus e outros credores, incluindo o FMI (Fundo Monetário Internacional), afirmou o chefe de gabinete do presidente Alberto Fernández em entrevista ao jornal La Nación. “O time econômico está negociando”, afirmou Santiago Cafiero na entrevista publicada no domingo (15).
“Temos que tentar resolver as questões da dívida para que, fundamentalmente, se encaixem dentro de um programa macroeconômico sustentável”, disse Cafiero, acrescentando que está previsto que o novo ministro da Economia, Martín Guzmán, viaje aos Estados Unidos para reuniões com credores antes do final do ano.
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