Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de fevereiro de 2017
Pela primeira vez desde março de 2015, a arrecadação de tributos administrados pela Receita Federal – excluída a contribuição previdenciária – registrou, em janeiro, crescimento real, isto é, acima da variação da inflação. De acordo com dados preliminares extraídos do Siafi, o sistema eletrônico que contabiliza todas as receitas e despesas da União, o resultado teve alta real superior a 1%, quando comparado a janeiro de 2016.
Além de ajudar a melhorar a situação das contas públicas, uma expansão real da arrecadação de impostos indica que a economia brasileira pode ter voltado a crescer, depois de quase três anos em recessão. No entanto, embora possam ser comemorados, os números de janeiro devem ser vistos com cautela – a arrecadação dos tributos diretamente relacionados com a atividade econômica continua ruim.
No caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), houve queda nominal em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2016. A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), dois tributos que incidem sobre o faturamento das empresas, registraram queda real.
A melhora da arrecadação foi obtida, principalmente, por um bom desempenho do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). No caso da CSLL, o número foi tão expressivo que praticamente dobrou a receita obtida em qualquer outro mês anterior. Nos dois exemplos, o valor tributado diz respeito, em tese, ao lucro das empresas. (AG e Folhapress)
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