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Geral A AstraZeneca diz que pode adaptar sua vacina para variantes do coronavírus em até 9 meses

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(Foto: Reprodução)

A farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca anunciou nesta quinta-feira que a adaptação de sua vacina contra a Covid-19, a Covishield, para as novas variantes do coronavírus pode demorar de seis a nove meses. A informação foi divulgada junto com seus resultados financeiros no ano de 2020. No último domingo, um estudo preliminar e sem revisão de que apontou uma eficácia reduzida do imunizante contra a variante sul-africana do coronavírus levou o governo da África do Sul a suspender seu uso.

A vacina já se mostrou eficiente contra a linhagem britânica do Sars-CoV-2, a B.1.1.7. Segundo a AstraZeneca, a Covishield poderá ser adaptada a partir da otimização da escala de produção atual e de dados de ensaios clínicos já existentes em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido), que também desenvolveu o imunizante.

Na última quarta-feira, o governo sul-africano anunciou que cogita vender ou permutar centenas de milhares de doses da vacina. Em outro revés recente, a fórmula da AstraZeneca teve sua eficácia em idosos acima de 65 anos questionada por países da União Europeia (UE), como França e Alemanha). A reguladora do bloco europeu, no entanto, liberou o uso acima de 18 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também defendeu o uo da vacina em idosos.

Nesta quinta-feira, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, disse que a vacina da farmacêutica “não é perfeita”, mas terá um grande impacto na pandemia.

A vacina de duas doses é vista como uma opção estratégica para países mais pobres, incluindo os do continente africano, pelo custo reduzido do imunizante e a facilidade logística de armazenamento em comparação com outras concorrentes, como a Pfizer/BioNTech.

“Ela (a vacina) é perfeita? Não, não é perfeita, mas é ótima. Quem mais está produzindo 100 milhões de doses em fevereiro?”, disse Soriot em uma teleconferência sobre a vacina. “Salvaremos milhares de vidas, e é por isso que vamos ao trabalho todos os dias.”

A AstraZeneca disse que espera dados muito aguardados do teste norte-americano da vacina antes do final de março e que tem confiança de que o medicamento oferece uma proteção relativamente boa contra doenças graves e mortes causadas pela variante sul-africana. Os resultados decepcionantes teriam ocorrido em casos mais brandos.

“Dentro de um ano ou dois, olharemos para trás e todos perceberão que causamos um grande impacto”, afirmou o CEO.

Expansão na produção

Soriot também anunciou que a AstraZeneca espera produzir mais de 100 milhões de doses da Covishield neste mês e elevar sua capacidade para mais de 200 milhões de doses por mês até abril.

O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento Biofarmacêutica da companhia, Mene Pangalos, disse também nesta quinta-feira que a empresa espera os dados dos testes em estágio avançado de sua vacina nos Estados Unidos antes do final de março.

Uma leitura dos dados está somente “semanas distante”, disse ele em uma teleconferência depois da divulgação dos resultados da companhia em 2020. As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias Reuters.

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