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Capa – Caderno 1 A Bayer suspendeu a venda do implante contraceptivo Essure em todo o mercado internacional, exceto nos Estados Unidos

Dispositivo, similar a uma pequena mola, é implantado nas trompas-de-Falópio. (Foto: Reprodução)

Nessa segunda-feira, o grupo farmacêutico Bayer anunciou a suspensão da venda do implante de esterilização Essure – similar a uma pequena mola metálica, colocado nas trompas-de-Falópio. O motivo foram diversas reclamações por parte de usuárias que relataram efeitos colaterais, alguns deles com certa gravidade, após a implantação do dispositivo.

A medida vale para todos o mercado internacional, exceto o dos Estados Unidos – o motivo pelo qual a distribuição norte-americana foi mantida não foi detalhado. No Brasil, uma medida semelhante foi aplicada no período entre fevereiro e julho deste ano.

“Esta decisão foi tomada por motivos comerciais e amplia a que foi anunciada no fim de maio de interromper o fornecimento do Essure na maior parte dos países”, detalhou o grupo alemão em comunicado.

“Consequentemente, a Bayer não retomará a comercialização do Essure na França e também não continuará o processo de renovação do selo ‘CE’ [que indica uma licença comercial] do anticoncepcional para países europeus como Islândia, Liechtenstein e Noruega”, acrescentou o informe da multinacional.

A comercialização dos implantes Essure já havia sido suspensa pela União Europeia durante três meses, no início de agosto. O organismo responsável de renovar a certificação do dispositivo contraceptivo fez o requerimento de informações complementares antes de se pronunciar sobre o assunto.

Em seu comunicado, a empresa ressaltou que pretende “tranquilizar as pacientes, especialmente as que usam o Essure, assim como todos os profissionais médicos envolvidos em seus respectivos tratamentos”. O texto, no entanto, reiterou que a decisão de suspender a venda do produto farmacêutico não está relacionada a quaisquer problemas de segurança, ou de qualidade.

“As vítimas do dispositivo Essure podem comemorar a retirada de forma definitiva do mercado na França”, reagiu Charles Joseph-Oudin, advogado que representa centenas de pacientes francesas, assim que soube da notícia.

De acordo com ele, porém, estas mulheres, no entanto, “não podem ficar satisfeitas com os motivos econômicos alegados pela fabricante”, assinalou o advogado por meio de uma nota. Na avaliação de Oudin, é preciso chamar a atenção da opinião pública e da comunidade médico-científica para a necessidade de explicações adicionais.

Gynera

No dia 26 de junho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão da distribuição, a venda e o uso, no Brasil, de pelo menos 13 lotes do anticoncepcional Gynera, também produzido pela Bayer. A medida foi publicada em resolução no Diário Oficial da União.

A decisão da agência reguladora levou em conta o comunicado de recolhimento voluntário apresentado pela fabricante em razão de resultados insatisfatórios obtidos em estudos sobre o medicamento.
Na ocasião, a Anvisa também exigiu que a Bayer recolhesse todos os estoques dos lotes do Gynera existentes no mercado.

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