Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

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Mundo Após problemas com seu jato modelo 737 MAX, a Boeing vai deixar de ser a maior fabricante de aviões do mundo

Aviões 737 Max pousados em Seattle, EUA. (Foto: Reprodução)

A Boeing está prestes a perder o título de maior fabricante de aviões do mundo para a Airbus, depois de reportar uma queda de 37% nas entregas de aeronaves no primeiro semestre do ano devido ao prolongado problema de seus jatos campeões de vendas Max.

As entregas das aeronaves modelo Max foram interrompidas em março, depois que ele foi retirado de serviço em todo o mundo desde que um avião da Ethiopian Airlines caiu em março, cinco meses após a queda de outro, da Lion Air, na costa da Indonésia. Morreram 346 pessoas, no total, nos dois desastres. Desde então, a Boeing não registrou nenhum novo pedido para os aviões desse modelo.

As entregas da Boeing ficaram em 239 aeronaves no primeiro semestre, abaixo das da Airbus, que na terça-feira disse que entregou 389 aviões no mesmo período, 28% mais que um ano antes.

Nos últimos três meses, a queda nas entregas da Boeing foi mais acentuada: 54% (90 aviões contra 194 entregues no mesmo trimestre de 2018).

Os números indicam que as entregas anuais da Boeing devem ficar atrás da rival europeia pela primeira vez em oito anos. Um novo problema identificado com os jatos Max no mês passado atrasou a entrada de novas aeronaves em operação até pelo menos o fim de setembro, atrapalhando programações para as companhias aéreas e possivelmente aumentando os custos da Boeing.

Para lidar com as consequências após a manutenção das aeronaves em solo, a Boeing reduziu a produção de 52 para 42 jatos Max por mês, fazendo com que a fabricante realizasse uma provisão de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre.

Vários analistas reduziram estimativas de entrega para 2019 para o Max, e muitos não esperam que as aeronaves sejam entregues aos clientes antes de dezembro.

Ajuda para as famílias

A Boeing anunciou que doará US$ 100 milhões para ajudar os parentes das vítimas e as comunidades impactadas pelos acidentes com as aeronaves 737 Max. No entanto, essa quantia não sairá completamente de seus cofres. A empresa informou que fará parcerias com governos locais e organizações sem fins lucrativos, além de captar doações de seus funcionários. A meta é que os US$ 100 milhões sejam alcançados até o dia 31 de dezembro de 2019.

Em comunicado, o presidente e CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, lamentou a tragédia e disse que espera que o anúncio do fundo ajude a confortar os familiares e entes queridos das vítimas. O fundo será disponibilizado ao longo de vários anos e será usado para custear as despesas dos familiares, incluindo gastos com educação, além de ajudar em programas comunitários e no desenvolvimento das comunidades impactadas pelos acidentes.

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