Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de abril de 2018
A cada 15 segundos, um animal morre vítima de atropelamento nas rodovias brasileiras. Levantamento do CBEE (Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas) aponta ainda que, por ano, cerca de 475 milhões de bichos perdem a vida dessa maneira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do CBEE.
Segundo o estudo, os pequenos vertebrados, como sapos, cobras e aves, são as principais vítimas, representando quase 90% das mortes por atropelamento. Para os especialistas, a redução das florestas com a expansão desenfreada das cidades é a principal responsável por esse cenário.
Segundo o biólogo Giuseppe Puorto, do Conselho Regional de Biologia da 1ª Região (SP, MT e MS), esse avanço interrompe as rotas utilizadas pelos animais. “Em busca de alimentos, muitos acabam indo para além de seu habitat e chegam às áreas urbanas, onde se submetem a esse e outros riscos”, explica.
Ele conta que outro problema são as queimadas, que afugentam os bichos das matas. “Por instinto de sobrevivência, eles fogem para onde podem”, completa.
Números da Polícia Rodoviária Federal apontam que em 2017 foram 2,6 mil acidentes envolvendo animais na pista, dos quais 434 foram graves, com 103 mortes de pessoas – isso apenas em estradas federais. Muitos desses casos foram causados por animais de grande porte, como cavalos e vacas.
Cuidados
Em regiões com sinalização de animais na pista, a velocidade deve ser reduzida. Com o farol alto durante a noite, o motorista pode ver um animal na estrada a 400 metros de distância. Com farol baixo, apenas a 150 metros. Dependendo da velocidade, não dá tempo de frear.
Tome cuidado redobrado durante a noite. Muitos animais se escondem de predadores e do sol durante o dia e saem para se alimentar no início da noite ou quando já está escuro.
Algumas espécies de animais fazem das rodovias a principal fonte de alimentação. Cargas mal embaladas, principalmente de grãos, são um prato cheio. Muitos bichos são atraídos para a pista atrás de uma refeição e acabam morrendo atropelados. Isso gera uma reação, pois outros animais entram no asfalto para se alimentar do que morreu.
Não buzine e não ligue a luz alta, para não assustar o animal. Ele pode ter reações inesperadas ou parar na pista.
No caso de animais atravessados na pista, cruze por trás. Nunca passe pela frente do animal. Se for desviar de um animal, nunca esqueça de olhar o retrovisor.
Ao passar por uma boiada ou agrupamento de animais, ande em primeira marcha e feche os vidros do carro, por precaução.
O cuidado deve ser maior, pois geralmente essas estradas ficam em áreas com um grande número de animais ao redor da pista.
Certas espécies procuram o asfalto, principalmente durante a noite, por causa do calor. Rodovias com grades e cercas, que evitam a entrada de animais, podem apresentar um problema: o bicho que conseguir acessar a rodovia ficará encurralado nela, sem encontrar a saída.
Ao avistar animais na rodovia, sinalize para os motoristas que seguem em sentido oposto. Pisque os faróis e faça um sinal com a mão para baixo, mostrando quatro dedos, sinal que indica animais na pista. Ao ver um animal na rodovia, mesmo morto, o ideal é avisar a concessionária responsável pelo trecho ou a Polícia Rodoviária.
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