Terça-feira, 14 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de maio de 2022
Em Porto Alegre, 5,1% das pessoas maiores de idade se declaram homossexuais ou bissexuais, conforme a pesquisa
Foto: FreepikDados inéditos divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que para cada 20 adultos residentes em Porto Alegre, um é assumidamente homossexual ou bissexual. A proporção exata é de 5,1% e coloca cidade no topo do ranking das capitais, seguida por Natal (RN) com 4% e Macapá (AP) com 3,9%, para uma média nacional de 1,8%.
Já quando o cenário considerado é todo o Rio Grande do Sul, esse índice é de aproximadamente uma para cada 50 maiores de idade. Vale lembrar que, recentemente, o Estado teve o primeiro governador de sua história a se assumir publicamente como gay – no caso, Eduardo Leite (2019-2022), que renunciou ao cargo no final de março para se dedicar à campanha eleitoral.
E de acordo como próprio IBGE, os resultados desse trabalho podem apresentar números subnotificados. Isso porque o preconceito social e outros aspectos de ordem variada muitas vezes levam o indivíduo a omitir sua orientação sexual ao ser questionado por um agente público.
“É difícil avaliar o quanto um trabalho desse tipo reflete a realidade, já que muita gente ainda não assume a sua sexualidade”, corrobora o professor gaúcho Célio Golin, 61 anos, militante do Nuances – Grupo pela Livre Expressão Sexual. “Além disso, é difícil quantificar comportamentos e desejos.”
Questão de linguagem
Outro fator que pode contribuir para a subnotificação dessa estatística é a eventual falta de familiaridade com os termos utilizados pelo Instituto, que considera a pesquisa experimental e, portanto, sujeita a futuras alterações. Um dos relatórios do próprio órgão sugere, por exemplo, o uso de termos como “gay” e “lésbica”, de domínio público mais amplo.
O levantamento foi realizado por meio de entrevistas realizadas em 2019 junto a mais de 100 mil domicílios, no âmbito da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que também avalia outros itens. No questionário, era abordada apenas a orientação sexual, sem entrar em detalhes sobre identidade de gênero.
Ou seja, ao apresentar os adjetivos “heterossexual”, “homossexual” ou “bissexual” como opções de resposta à pergunta “Qual a sua orientação sexual?”, o entrevistador não chegou a indagar se o indivíduo é “trans”, dentre outras categorias.
Conforme o IBGE, o objetivo do levantamento é obter dados estatísticos de abrangência local, regional e nacional no que diz respeito à situação de saúde e estilo de vida dos brasileiros. No caso da coleta de dados sobre orientação sexual, a ideia é fornecer subsídios para avaliação de desigualdades socioeconômicas e ampliar a visibilidade estatística desse segmento da população, dentre outras providências.
(Marcello Campos)
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A orientação sexual é opção de cada um e o Estado não tem que se meter. Essa reportagem não tem motivo de ser capa do jornal em detrimento de outros assuntos que afetam a vida dos gaúchos.
Por que o IBGE não preocupa-se com estatísticas e pesquisas sérias como informar a corrupção no país, quais partidos e políticos são bandidos e quais destes roubou mais, índice de pobreza da população, qual número de analfabetos, situação econômica do povo, qual índice de miséria, índice de criminalidade, etc?
É falta do que fazer. Pelo visto é mais um órgão estatal inútil.
Putz, agora fudeu….
PELO JEITO TEM GENTE BRAVA COM A REPORTAGEM, PORQUE AINDA NÃO SAIU DO ÁRMARIO Kkkkkk, BOA PARCELA DESSES SE VESTE DE GAÚCHO E VÃO FREQUENTAR OS CTGs Kkkkkkk
Tem a cidade, Pelotas e agora a capital também e, logicamente, o Estado. Putz …já tiveram o primeiro governador declarado…aí e´para cair o cool da bund@…cair os butiás do bolso…