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Brasil A Caixa Econômica Federal teve um lucro líquido de 3,464 bilhões de reais no segundo trimestre deste ano

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Quem desobedecer poderá ter a permissão revogada pela Caixa unilateralmente. (Foto: Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal divulgou nesta segunda-feira (20) que teve um lucro líquido de R$ 3,464 bilhões no 2º trimestre deste ano. O resultado é 33,9% maior que em igual período de 2017. Na comparação com o 1º trimestre (R$ 3,2 bilhões), a alta foi de 8,6%.

No acumulado no 1º semestre, o banco federal registrou lucro de R$ 6,655 bilhões, alta de 63,3% na comparação com o ano passado. Segundo a Caixa, resultado nominal “é o melhor da história do banco” para um semestre.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio, o termômetro de rentabilidade, alcançou 15,4% no 1º semestre de 2018, avanço de 6,3 pontos percentuais contra o registrado 1 ano antes. Segundo a Caixa, o resultado foi puxado impulsionado pela redução das despesas administrativas, menor gasto com provisão para calotes e pelo crescimento de 6,5% nas receitas com serviços.

As despesas com provisão para crédito de liquidação duvidosa totalizou R$ 7,1 bilhões em junho, redução de R$ 3,2 bilhões em relação ao registrado no primeiro semestre de 2017. Já as despesas de pessoal reduziram 7,5% no semestre, “em função, principalmente, da diminuição do quadro em virtude dos programas de demissão voluntária”.

A Caixa conquistou 4,5 milhões de novos clientes em 12 meses, totalizando ao final de junho 90,8 milhões de correntistas e poupadores, sendo 88,1 milhões de pessoas físicas e 2,8 milhões de pessoas jurídicas.

Carteira de crédito cai

A carteira de crédito total da Caixa, entretanto, caiu 2,9% em 12 meses, para R$ 695,3 bilhões, influenciada pela redução de 25,7% na carteira de pessoa jurídica. Apesar do encolhimento, o banco destacou que houve o crescimento nas linhas de menor risco, como habitação e infraestrutura, e redução da exposição nas carteiras comerciais, “tendo como efeito a redução da provisão para devedores duvidosos”.

Mesmo diante do recuo do crédito, a Caixa informou que manteve sua participação no mercado superior a 20% e melhorou a qualidade da carteira. “O índice de inadimplência de 2,50%, recuou 0,4 ponto percentual em comparação ao primeiro trimestre de 2018, e permaneceu estável em relação ao primeiro semestre de 2017”, destacou. Já a poupança atingiu saldo de R$ 283,2 bilhões ao final do semestre, avanço de 8,4% em 12 meses.

Crédito imobiliário

O saldo da carteira de crédito habitacional teve alta de 3,6% em 12 meses, totalizando R$ 437,5 bilhões em junho, dos quais R$ 250,9 bilhões com recursos FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e R$ 185,6 bilhões com recursos da caderneta de poupança. Apesar do avanço da concorrência neste segmento, a Caixa informou que segue líder desse mercado com 69,3% de participação.

Comparativo com outros bancos

O lucro da Caixa no 2º trimestre, superou o do Banco do Brasil e o do Santander. O maior lucro no período entre os bancos foi o do Itaú, com R$ 6,244 bilhões, resultado 3,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

O Bradesco teve lucro líquido de R$ 4,528 bilhões, alta de 15,77% na comparação com o mesmo período do ano passado. O Banco do Brasil reportou lucro líquido de R$ 3,135 bilhões, resultado 19,7% maior na comparação anual. Já o Santander teve lucro líquido de R$ 2,97 bilhões, um crescimento 58% na comparação com o 2º trimestre do ano passado.

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