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Brasil A Caixa Econômica Federal fracassou na sua primeira tentativa de leiloar, em bloco, imóveis retomados por falta de pagamento dos financiamentos

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Ninguém apresentou proposta pelos imóveis. (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal fracassou na sua primeira tentativa de leiloar, em bloco, imóveis retomados por falta de pagamento dos financiamentos. A operação era uma alternativa para reforçar o capital do banco e manter o ritmo dos empréstimos sem desrespeitar as regras internacionais de solvência do setor financeiro. Foram duas tentativas frustradas de vender no atacado dois lotes que somam 6.013 unidades – sendo 95% residenciais e 5% comerciais – em todo o País por um lance mínimo de R$ 1,17 bilhão. As informações são do jornal O Globo.

O certame, marcado inicialmente para 27 de julho e adiado para 15 de agosto por falta de interessados, fracassou. Ninguém apresentou proposta pelos imóveis, apesar dos ajustes feitos pelo banco na segunda tentativa, depois de ouvir os investidores.

Estoque de 46 mil imóveis

Uma das mudanças foi agrupar os imóveis do Sudeste em um lote e os do restante do país em outro. Antes, eles estavam distribuídos de forma dispersa entre os dois blocos.

O leilão era um teste para a Caixa, que sempre fez leilões de imóveis retomados por inadimplência no varejo (individualmente). Mas, diante de um estoque elevado de 46 mil unidades, o banco mudou a estratégia na tentativa de obter ganhos de escala ao vender todos de uma só vez (uma redução de custo estimada em 65% na comparação com o leilão tradicional). Com o resultado, a instituição decidiu adiar a iniciativa, sem previsão de uma nova tentativa.

Segundo o vice-presidente de Logística da Caixa, Marcelo Prata, a frustração no leilão pode ser atribuída às incertezas decorrentes do cenário eleitoral e do comportamento da economia brasileira, que inibe os investidores. Ele disse que o banco decidiu inovar depois de ter detectado interesse de grandes fundos de investimento estrangeiros dos EUA, Alemanha e Cingapura. No entanto, o executivo da Caixa diz que o mercado se retraiu.

“O cenário político e econômico contribui para o desinteresse dos investidores, principalmente estrangeiros”, disse Prata.

Taxas de juros

A Caixa Econômica Federal anunciou a redução nas taxas de juros do crédito imobiliário com recursos da poupança, o chamado SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).

As taxas mínimas passaram de 9% ao ano para 8,75% no SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que financia imóveis de até R$ 800 mil para todo País, exceto Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. No SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário), as taxas vão de 10% ao ano para 9,5%. O sistema engloba imóveis acima do limite do SFH.

Além da redução de juros, a Caixa aumentou o limite de financiamento de imóveis usados de 70% para 80%. Todas as mudanças começaram a valer na sexta-feira (24). A Caixa detém 69,3% de todo o crédito imobiliário do País e tem R$ 82,1 bilhões disponíveis para empréstimo habitacional em 2018.

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