Terça-feira, 07 de Abril de 2020

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Brasil A Caixa Federal suspende linha de crédito imobiliário

No documento, a Caixa define as regras para contratação do que chamou de "bancário temporário", "que poderá executar tanto as atividades-meio como as atividades-fim da Caixa". (Foto: Reprodução)

A Caixa Econômica Federal suspendeu os financiamentos habitacionais da linha pró-cotista, que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) . Esta modalidade de crédito cobra juros mais baixos de trabalhadores com carteira assinada para financiar a casa própria.

Segundo o banco, os recursos disponíveis no momento só são suficientes para atender às “propostas de crédito já recebidas”. No fim de abril do ano passado, o banco também limitou os financiamentos da linha por falta de recursos, em meio à queda de contribuições e do aumento dos saques do FGTS pela alta do desemprego no País.

O pró-cotista é dirigido para a compra de imóveis novos ou usados de até R$ 950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e R$ 800 mil nos demais estados. É a linha mais barata de crédito habitacional, com exceção do Minha Casa, Minha Vida.

A suspensão do pró-cotista não tem relação com a possibilidade de o trabalhador sacar o dinheiro do FGTS para dar entrada em um imóvel ou amortizar a dívida do financiamento habitacional.

Em nota, a Caixa informou que vai liberar cerca de R$ 3 bilhões nas próximas semanas para complementar os recursos da linha, que são alimentados pelo saldo depositado nas contas do FGTS dos trabalhadores.

Saques do FGTS inativo

O banco negou ter suspendido os financiamentos por causa do volume de saques das contas inativas do FGTS. O governo estima que sejam sacados R$ 43 bilhões até o fim de julho. Até meados de abril, haviam sido sacados R$ 15,1 bilhões.

Para se enquadrar na modalidade pró-cotista, os interessados devem comprovar, no mínimo 36 meses de trabalho sob o regime do FGTS (não necessariamente seguidos), não podem ter imóvel no município (ou região metropolitana) onde moram ou onde trabalham, nem financiamento no SFH em qualquer parte do País.

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