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Brasil A Caixa quer cortar quase 7 mil e 300 funcionários com novo programa de demissões

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A Caixa negou as irregularidades, alegando que as cobranças estavam de acordo com os regulamentos do Banco Central. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal abriu na segunda-feira (9) um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV). A meta do banco é desligar do seu quadro de pessoal 7.294  funcionários, entre 23 de novembro e 31 de dezembro. Como incentivo, a Caixa pagará 9,5 salários-base, no limite de R$ 470 mil, tendo como base a remuneração de setembro.

Poderão aderir ao PDV trabalhadores com 15 anos ou mais de serviço no banco, funcionários aposentados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com data anterior a  13 de novembro de 2019, quando a reforma da Previdência entrou em vigor ou que venham a adquirir as condições para aposentadoria até 31 de dezembro, desde que não tenha requerido o benefício ao INSS até a divulgação do programa.

Funcionários que recebem adicional de incorporação de função de confiança, cargo em comissão e função gratificada também poderão aderir ao PDV. Neste caso, não há exigência de tempo mínimo de serviço.

O PDV foi divulgado em comunicado interno na sexta-feira (6). O prazo para adesão termina em 20 de novembro.

Segundo dados da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), o banco perdeu aproximadamente 17 mil bancários em todo o País.

A instituição, que chegou a ter 101 mil trabalhadores em 2014, conta atualmente com cerca de 84 mil empregados. Segundo a entidade, há vários aprovados em concurso público, aguardando  convocação.

Para o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, a medida tende a prejudicar o atendimento do banco, que é o principal veículo do governo federal para pagamento do auxílio emergencial e de outros benefícios sociais.

“A falta de trabalhadores agrava não só a jornada diária dos bancários como também pode comprometer a qualidade da assistência à sociedade”, afirmou.

Ele mencionou que a Caixa é responsável pelo pagamento do auxílio emergencial e de outros benefícios sociais para mais de 100 milhões de pessoas, além da concessão de crédito para diferentes perfis de empreendedores afetados pela crise econômica.

Takemoto disse que o empregado é que deve analisar se este é o melhor momento para se aposentar, e que não deve haver pressão do banco para adesão ao programa de demissão voluntária.

Procurada, a Caixa informou em nota que “trabalha constantemente na modernização de seus processos, na melhoria do atendimento e na sustentabilidade dos negócios”.

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