Terça-feira, 14 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 6 de fevereiro de 2026
Principais partidos do Centrão, PP e União Brasil impuseram uma condição para apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026. Segundo caciques desses partidos, que formam uma federação, a aliança oficial com Flávio está condicionada ao tom que o filho mais velho de Jair Bolsonaro pretende adotar na campanha.
Lideranças do PP e do União Brasil afirmam que só apoiarão Flávio caso ele deixe de lado o discurso mais radicial e adote um tom mais moderado que atraia o eleitorado de centro.
“Se ele for só defender o legado do pai, não vamos apoiar. Mas se ele tiver um discurso mais para o centro, aí sim a gente apoio”, disse à coluna de Igor Gadelha, do site Metrópoles, sob reserva, um influente cacique da federação.
Caso PP e União Brasil decidam não apoiar Flávio, a tendência é de que a federação adote neutralidade na disputa presidencial, liberando seus filiados para apoiarem quem quiserem.
Esse caminho, aliás, é defendido por algumas alas da federação. A leitura é de que a neutralidade permitiria as diferentes alas dos dois partidos apoiarem diferentes candidatos.
Atualmente, tanto o PP quanto o União Brasil possuem ministros no governo Lula que defendem apoio ao petista na disputa. Há, porém, alas que preferem uma aliança com Flávio.
Projeto eleitoral
Na última terça-feira (3), Flávio reafirmou que a missão atribuída ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é a da reeleição ao governo estadual e associou o desempenho político do chefe do Executivo paulista ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o projeto eleitoral de Tarcísio estaria alinhado ao grupo bolsonarista e dependeria da continuidade do apoio do ex-presidente.
Flávio se referiu ao governador como uma “revelação política” e atribuiu a ascensão do aliado à influência direta de Jair Bolsonaro. “O Tarcísio talvez seja a maior revelação política dos últimos anos. É do grupo do Bolsonaro, saiu da costela do Bolsonaro”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Ele (Bolsonaro) enxergou na figura do Tarcísio uma pessoa séria, gestor competente e inteligente e que é a cara que o eleitor de São Paulo escolhe”.
As declarações foram dadas em entrevista ao canal do YouTube do influenciador Paulo Figueiredo. No programa, o senador também comentou sobre sua estratégia para a disputa presidencial e afirmou que pretende buscar apoio de siglas da centro-direita, inclusive em um eventual segundo turno. Para Flávio, o processo de aproximação entre partidos ocorreria de forma gradual ao longo da campanha.
“Estou feliz com o caminho que as coisas estão seguindo. Estão nos integrando. Respeito o tempo de cada um, mas sempre vou buscar unidade, seja agora, no meio da eleição ou no segundo turno, se tiver”, disse. “Da minha parte, sempre houve (união). Nunca considerei um cenário em que não houvesse integração. Cada partido no seu tempo, respeito isso. Nunca tive dúvida que iremos caminhar juntos. É a analogia do melão no caminhão: a gente vai andando, os melões vão se acomodando”, completou. As informações são do site Metrópoles e do jornal O Estado de S. Paulo.
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