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Economia A crise está se intensificando na indústria automobilística

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Na foto, o Citroën C4 Cactus X-Series. A projeção de vendas para outubro indica queda de 56,1% para a Citroën. (Foto: Divulgação)

A crise está se intensificando na indústria automobilística. Pelo menos cinco marcas registraram forte queda nas vendas da primeira quinzena de outubro. Projetando os emplacamentos dos primeiros 14 dias para os 31 dias outubro, três marcas francesas e duas japonesas apontam para números bem inferiores aos que foram obtidos em setembro.

De acordo com os emplacamentos registrados no Renavam, a projeção de vendas para outubro indicam as seguintes marcas em queda, pela ordem: Citroën (-56,1%), Peugeot (-38,9%), Mitsubishi (-37,5%), Honda (-36,1%) e Renault (-31,4%). Os números do Renavam foram fornecidos pela Bright Consulting. As projeções foram feitas pelo Guia do Carro, baseadas nos números de vendas.

Mais duas marcas apontam queda acima de 25% entre as top 15 do país: Nissan (-28,2%) e Jeep (-25,1%). Numa escala menor, porém com quedas, aparecem a BMW (-19,7%), a Toyota (-17,1%) e a Caoa Chery (-14,2%). Depois, na casa de um dígito de perda, aparecem a Chevrolet (-6,4%), a Fiat (-6,0%) e a Hyundai (-4,1%).

Somente duas marcas do grupo das 15 maiores conseguiram uma projeção positiva para outubro: a Volkswagen (+10,4%) e a Ford (+0,7%). Mesmo assim, a Fiat deve terminar o mês com o 1º lugar, com cerca de 27,2 mil emplacamentos, tendo a Volkswagen em 2º com 23,2 mil. Na média geral, o mercado aponta para um recuo de -11,9% em outubro, ou seja, cerca de 16,9 mil carros a menos em relação a setembro. A previsão de vendas é de apenas 125 mil veículos leves.

Setembro

Embora no acumulado de janeiro a setembro de 2021, os emplacamentos de veículos tenham continuado acima de 20% sobre o mesmo período de 2020, apenas o segmento de motocicletas apresentou alta no mês passado em relação a agosto. Os demais (automóveis e comerciais leves, caminhões, ônibus, implementos rodoviários e outros) tiveram queda no período, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), divulgados no último dia 4.

“A falta de veículos novos, em função da escassez de componentes na indústria, é um fenômeno global, que atinge outros países, como os Estados Unidos, por exemplo. Vivemos, hoje, possivelmente, o ponto mais crítico dessa crise de abastecimento de veículos, mas acredito que, nos primeiros meses de 2022, teremos uma clareza maior sobre a resolução do problema”, explicou Alarico Assumpção Júnior, presidente da entidade.

Em setembro último, o setor, como um todo, registrou retração de 4,43%, na comparação com o mês anterior. Em relação a setembro de 2020, a queda foi de 14,37%. O total de veículos emplacados no mês foi de 281.054 unidades, o que coloca o mês de setembro de 2021 na 15ª colocação do ranking histórico, entre todos os meses de setembro, desde 1957.

Neste cenário, a Fenabrave também anunciou a revisão das projeções para o ano. Na análise, divulgada em julho, havia expectativa de crescimento de 13,6% sobre 2020. Agora, a projeção aponta alta de 11,1% para todo o setor.

“Estamos diante de muitas incertezas e da maior crise de abastecimento de veículos já vivida, nos últimos anos. Isso nos fez reduzir as expectativas de crescimento para o ano, infelizmente”, alerta Alarico Assumpção Júnior. As informações são do Guia do Carro e da Fenabrave.

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