Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Brasil A cúpula das Forças Armadas brasileiras avalia que é preciso “pacificar os ânimos”

Os comandantes das três Forças se reuniram com o ministro da Defesa, o general do Exército Joaquim Silva e Luna. (Foto: Alexandre Manfrim)

Os comandantes das três Forças se reuniram na quinta-feira (6) com o ministro da Defesa, o general do Exército Joaquim Silva e Luna, para discutir assuntos administrativos, numa reunião que já estava marcada com antecedência. O atentado ao deputado Jair Bolsonaro (PSL), que ficou em estado grave de saúde depois de ser esfaqueado durante um ato de sua campanha em Juiz de Fora (MG), foi discutido pelos comandantes. A avaliação dominante foi de que o momento é de arrefecer os ânimos, e não de ampliar a radicalização. As informações são do jornal O Globo.

“Nenhum adversário político de Bolsonaro na disputa presidencial radicalizou. Pelo contrário. No momento, é preciso discutir como arrefecer essa raiva, pacificar os ânimos, e não colocar lenha na fogueira”, afirmou ao jornal O Globo um integrante do alto comando das Forças Armadas.

A alta cúpula das Forças Armadas manifestou preocupação e criticou a postura de embate do general da reserva Antonio Hamilton Mourão (PRTB), vice de Bolsonaro na disputa pela Presidência. Mourão chegou a divulgar uma nota atribuindo ao PT a responsabilidade pelo atentado. Até fevereiro, Mourão integrava o alto comando do Exército. Ele era secretário de Economia e Finanças do Exército. No dia 28 daquele mês, foi para a reserva.

Para integrantes da cúpula das Forças Armadas, a postura do vice de Bolsonaro foi um equívoco.

“Estas eleições estão bem polarizadas. O que ocorreu em Juiz de Fora muda o nível de preocupação. Os cuidados precisarão ser redobrados, para garantia do debate de ideias”, disse a fonte ouvida pela reportagem.

Segundo um dos militares presentes na reunião em Brasília, o embate buscado pelo vice de Bolsonaro é “inoportuno”: “É inoportuno até mesmo diante da postura dos adversários”, disse.

Presidenciáveis que estão na disputa com Bolsonaro condenaram o atentado sofrido pelo candidato do PSL. Ele emitiram mensagens de solidariedade ao deputado. Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi preso em flagrante por ter esfaqueado Bolsonaro. Nas primeiras conversas com os policiais militares, disse ter agido “a mando de Deus”, sem motivação política.

Em depoimento à Polícia Militar de Minas Gerais, Adélio Bispo de Oliveira, responsável pelo ataque ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) com uma faca durante evento de campanha em Juiz de Fora, disse que os agentes “não entenderiam” o que motivou o crime. A declaração foi obtida a partir do boletim de ocorrência ao qual o jornal O Globo teve acesso com exclusividade.

Aos oficiais, Oliveira disse que “saiu de casa com uma faca de uso pessoal a fim de acompanhar a comitiva e, no melhor momento que encontrasse, atentar contra a vida do candidato”.

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