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Brasil A defesa criticou a prisão de Lula dizendo que ela é “incompatível com a presunção de inocência”

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Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, entende que, antes que o TRF-4 autorizasse a prisão, ele deveria analisar o recurso, cujo prazo terminaria na próxima terça-feira. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu nota na noite desta quinta-feira (5) criticando a decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) de autorizar o juiz Sérgio Moro a decretar a prisão de seu cliente. Os advogados alegam que o tribunal não poderia agir assim antes do “exaurimento dos recursos possíveis”.

O texto, assinado pelo advogado Cristiano Zanin Martins, faz referência ao recurso chamado de embargo do embargo. A defesa de Lula entende que, antes que o TRF-4 autorizasse a prisão, ele deveria analisar o recurso, cujo prazo terminaria na próxima terça-feira (10).

Já o TRF-4 argumenta que esse recurso tem apenas o objetivo de protelar uma decisão.

Moro determinou que o ex-presidente se entregue à Polícia Federal em Curitiba (PR) até as 17h desta sexta-feira (6) para início da execução da pena de 12 anos e um mês no caso triplex do Guarujá (SP). Na noite de quarta-feira (4), após uma sessão de mais de 10 horas, o Supremo Tribunal Federal negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do petista.

Moro vedou a utilização de algemas em qualquer hipótese e informou que foi preparada uma sala reservada, espécie de “sala de Estado Maior”, na própria Superintência da Polícia Federal, para início do cumprimento da pena. Nela, Lula ficará separado dos demais presos, “sem risco para a integridade moral ou física”.

Os detalhes da apresentação de Lula, de acordo com a decisão do juiz, deverão ser combinados diretamente entre a defesa e o delegado Maurício Valeixo, superintendente da Polícia Federal no Paraná.

Veja a íntegra da nota:

“A expedição de mandado de prisão nesta data contraria decisão proferida pelo próprio TRF4 no dia 24/01, que condicionou a providência – incompatível com a garantia da presunção da inocência – ao exaurimento dos recursos possíveis de serem apresentados para aquele Tribunal, o que ainda não ocorreu. A defesa sequer foi intimada do acórdão que julgou os embargos de declaração em sessão de julgamento ocorrida no último dia 23/03. Desse acórdão ainda seria possível, em tese, a apresentação de novos embargos de declaração para o TR4.”

Celebridades e personalidades

A publicação da notícia da decretação da prisão do ex-presidente Lula, pelo juiz federal Sergio Moro, levou celebridades e personalidade para as redes sociais. Com críticas e mensagens de apoio à decisão, artistas, esportistas, humoristas e influenciadores digitais usaram suas páginas pessoais para comentar a decisão do magistrado.

O humorista Felipe Neto publicou um tuíte dizendo que Lula deveria postar uma foto com roupa de presidiário e a legenda “SEXTOU!”.

O diretor e escritor André Fran publicou uma mensagem sobre os comentários nas redes sociais a cerca da decisão de Moro. “Se fazem enquete sobre torturar Lula na prisão o povo aqui aprovava. Não é por corrupção, por justiça, por valores. É outra coisa.”

A atriz Luana Piovani gravou Stories, no Instagram, para dizer que estava angustiada há dois dias com o caso e que recebeu a informação por amigos. “Vários amigos meus me ligaram para falar da decisão do Moro. Fofos, sabem como eu lutei, como eu tava sofrendo, angustiada há dois dias com isso.”

O youtuber PC Siqueira compartilhou uma mensagem questionando qual será o setor “alvo de setores raivosos da sociedade” após a prisão de Lula. “Fica aqui a pergunta. Na minha opinião, o novo alvo vai ser tudo culpa ‘dos esquerdistas’.”

 

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