Quinta-feira, 04 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 4 de junho de 2026
A designação terrorista para as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) consolidou o senador Flávio Bolsonaro (PL) como o presidenciável com mais engajamento nas redes em maio, segundo levantamento feito pela consultoria DSC Lab.
O Índice Brasil de Impacto Digital mostra, que além da pauta antifaccção, o escândalo do Banco Master e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1 também definiram o mês nas redes.
O iBR é composto por sete indicadores quantitativos, como engajamento médio, visualizações, total de seguidores e qualidade de interação. Ele varia de uma escala de 0 a 100.
Flávio está no topo isolado com 77,85 pontos após fazer campanha pela pauta antifacção e tentar redirecionar a crise do Master ao PT. Segundo o levantamento, os áudios com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, geraram desgaste, mas ainda insuficiente para ele perder apoio no meio digital.
Em seguida, aparece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,77 pontos. Ele teve o post mais curtido do mês: o da aprovação do fim da escala 6×1. Além da pauta trabalhista, o petista usou a diplomacia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para gerar engajamento, mas ainda é o pré-candidato com menos crescimento nas redes.
Renan Santos (Missão) é o presidenciável com maior crescimento estrutural e teve 43,11 pontos. Em maio, ele concentrou ataques a Flávio e a Lula e quase dobrou o número de seguidores, atingindo a marca de 1,5 milhão.
O levantamento mostra a volatilidade do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Em abril, ele era o líder do ranking, em meio à série “Os Intocáveis”, com críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas despencou para quarto lugar e ficou com 34,16 pontos após atacar Flávio em meio aos áudios com Vorcaro.
Na lanterna do ranking ficou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 14,63 pontos. Ele mantém a pauta da segurança pública como principal bandeira nas redes. Ele tentou colar na proposta de classificar facções como terroristas, mas teve o menor ganho entre os presidenciáveis.
Os dados foram coletados entre 1º e 31 de maio e levou em conta 479 posts, 9.605 comentários, mais de 47,5 milhões de interações e 438 milhões de visualizações totais. (Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)
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