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Brasil A economia brasileira cresceu 0,9% em agosto

Apesar do crescimento, houve desaceleração frente ao ritmo registrado no ano anterior. (Foto: Reprodução)

A economia brasileira cresceu 0,9% de julho a agosto, segundo o Monitor do PIB, calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e divulgado nesta quarta-feira (16). O número já considera ajustes sazonais.

No trimestre móvel de junho a agosto, o crescimento foi de 0,6% em comparação ao período de março a maio. Na comparação interanual, a economia cresceu 0,2% em agosto e teve queda de 0,3% nos três meses encerrados em agosto.

O desempenho mensal foi influenciado pelo desempenho da agropecuária e da indústria que apresentaram crescimento de 1,7% e 1,1%, respectivamente, pelos cálculos da FGV. O resultado da indústria deve-se, principalmente, à extrativa e à eletricidade, que cresceram mais do que 4% em agosto.

A expansão da indústria extrativa está associada ao aumento na produção de petróleo e também à recuperação dos níveis de produção de minério de ferro, após a retração no início do ano.

Na comparação interanual, o avanço de 0,2% foi impulsionado, principalmente, pela agropecuária e pelos serviços.

Apesar desse crescimento, vale destacar que atividades de extrema relevância para incentivar a economia (como a transformação, o comércio e os transportes) tiveram retração nesta comparação. Pela ótica da demanda o único componente a crescer, na comparação interanual, foi o consumo das famílias, com uma elevação de 0,3%.

Dívidas rurais

O CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou que produtores rurais e cooperativas que tiveram problemas climáticos ou de comercialização poderão ter acesso a uma nova linha de crédito para refinanciar empréstimos contratados até o dia 28 de dezembro de 2017, de acordo com comunicado do Ministério da Economia na terça-feira (15).

Segundo o Ministério da Agricultura, a medida vai beneficiar especialmente os produtores de arroz.

Essa modalidade, chamada de composição de dívidas, os bancos concedem novo crédito para a liquidação integral de débitos. Ao todo, o governo vai oferecer até R$ 1 bilhão para a composição de dívidas de empréstimos de custeio e investimento rural contratadas até 28 de dezembro de 2017.

Cada produtor só poderá contrair até R$ 3 milhões para a composição de dívidas, com juros efetivos de 8% ao ano e prazo de pagamento de até 12 anos. O beneficiário terá 36 meses de carência, só começando a pagar a nova linha de crédito três anos depois da contratação.

Em nota à Agência Brasil, o Ministério da Economia informou que a composição de dívidas pretende permitir que os produtores e as cooperativas alonguem os prazos financiamentos contratados anteriormente, cujo cronograma original de pagamento foi dificultado por imprevistos climáticos ou problemas na venda da produção.

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