Quarta-feira, 27 de Maio de 2020

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Brasil A eleição no Rio expõe divergência entre os irmãos Bolsonaro

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A estratégia para comunicação do presidente Jair Bolsonaro nas redes opõe os irmãos Carlos (D) e Flávio. (Foto: Reprodução/Twitter)

A candidatura do PSL à prefeitura do Rio de Janeiro expõe divergências entre o senador Flávio Bolsonaro, que preside o partido no estado, e o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), que aguarda a abertura da janela de transferência para trocar a atual legenda pelo PSL. Enquanto Flávio deu força à candidatura do deputado estadual Rodrigo Amorim, Carlos trabalha para que o nome do partido seja outro, embora ainda não tenha deixado claro qual.

No dia 5 de julho, uma reunião selou o apoio de Flávio à pré-candidatura de Amorim – no mesmo evento, outros dois nomes (Alana Passos e Dr. Serginho) foram divulgados para as prefeituras de Queimados e Cabo Frio. Vice de Flávio na disputa pela prefeitura do Rio em 2016, Amorim afirmou ter o apoio do senador na empreitada.

Ocorre que Carlos, que exerce forte influência sobre Jair Bolsonaro, é contra a candidatura de Amorim. Bolsonaro, inclusive, tem dito que seu candidato no Rio é o deputado federal Hélio Lopes, também conhecido como Hélio Negão. O movimento, a um ano da eleição municipal, é visto mais como uma forma de enfraquecer Amorim do que propriamente de lançar Hélio em 2020.

Pesa contra Amorim o fato de ter apoiado – e incentivado Flávio a apoiar – o então candidato Wilson Witzel (PSC) na eleição de 2018 ao governo do Estado. Depois de eleito, Witzel fez movimentos que levaram o PSL a romper oficialmente com seu governo.

A principal crítica exposta pelo partido se refere ao fato de Witzel se colocar como pré-candidato em 2022, contra a tentativa à reeleição de Jair Bolsonaro. Em janeiro, em uma postagem em rede social, Carlos deixou subentendido que, da família, apenas Flávio apoiou Witzel na eleição de 2018.

Embora tenha participado do lançamento da pré-candidatura de Amorim em julho, Flávio disse que, como presidente estadual do partido, ficará neutro quanto à escolha da legenda para a prefeitura do Rio. A declaração foi dada após o deputado estadual Márcio Gualberto manifestar a intenção de concorrer contra Amorim para ser o nome do partido em 2020.

“Até aquele momento, só o Amorim tinha colocado o nome à disposição. Agora, a decisão vai ser tomada mais próxima da eleição, com base em quem tiver mais viabilidade e poder de articulação. Inclusive, podemos apoiar um candidato de outro partido. O PSL decidirá em conjunto”, disse Flávio.

Depois de Gualberto, o deputado federal Luiz Lima (PSL) também revelou o desejo de concorrer à prefeitura do Rio. Enquanto isso, o deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL) se articula para ser vice em uma eventual chapa encabeçada por Amorim.

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