Sexta-feira, 05 de Junho de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
17°
Partly Cloudy

Brasil A empresa de alimentos BRF disse que mantém conversas “amplas e transparentes” com autoridades sobre as investigações das operações Carne Fraca e Trapaça

Compartilhe esta notícia:

Comentário da empresa foi feito após questionamento da CVM a respeito de notícias de que a BRF estaria negociando um acordo de leniência com o Ministério Público Federal. (Foto: Reprodução)

A companhia de alimentos BRF informou nesta sexta-feira (19) que vem mantendo conversas “de forma ampla e transparente” com autoridades encarregadas por investigações da PF (Polícia Federal) contra a empresa no âmbito das operações Carne Fraca e Trapaça.

O comentário foi feito após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários a respeito de informações publicadas pela imprensa que afirmam que a BRF estaria negociando um acordo de leniência com o MPF (Ministério Público Federal) e com a CGU (Controladoria-Geral da União).

“A BRF vem mantendo conversas de forma ampla e transparente com as autoridades encarregadas das investigações, com o objetivo de colaborar com a elucidação dos fatos, ao mesmo tempo em que prosseguirá com as avaliações internas lideradas pelo Comitê Independente de Investigação, que tem por objetivo esclarecer todos os fatos que foram ou venham a ser levantados”, afirmou a empresa, dona das marcas Sadia e Perdigão.

A PF indiciou o empresário Abílio Diniz e mais 42 investigados por estelionato e organização criminosa. Entre os outros investigados que também foram denunciados está o ex-diretor-presidente da BRF Pedro de Andrade Faria.

As investigações apontam que quatro fábricas da BRF Brasil Food são suspeitas de fraudar laudos relacionados à presença de salmonella em alimentos para exportação a 12 países que exigem requisitos sanitários específicos de controle da bactéria do tipo salmonella spp. O grupo inclui China, África do Sul e países da União Europeia. Nesses países, a porcentagem de salmonella spp tolerada é menor que a tolerada no Brasil.

Abílio Diniz

O delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi indiciou o empresário Abílio Diniz e mais 42 investigados na Operação Trapaça, que é um desdobramento da Operação Carne Fraca. Diniz foi indiciado por estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e crime contra a saúde pública. A defesa afirma que ele não cometeu nenhuma irregularidade.

Entre os outros investigados que também foram denunciados está o ex-diretor-presidente da BRF Pedro de Andrade Faria, que foi indiciado pelos mesmos crimes que Abílio. As investigações apontam que quatro fábricas da BRF Brasil Food são suspeitas de fraudar laudos relacionados à presença de salmonella em alimentos para exportação a 12 países que exigem requisitos sanitários específicos de controle da bactéria do tipo salmonella spp.

De acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), estão suspensas as exportações dessas fábricas da BRF para esses 12 destinos.

Como era a fraude, segundo a PF

De acordo com as investigações, cinco laboratórios (sendo três credenciados junto ao Mapa e dois do setor de análises da BRF) fraudavam resultados de exames feito nos produtos. Dessa forma, dados fictícios eram informados em laudos entregues ao Serviço de Inspeção Federal a fim de driblar a fiscalização. Por esse motivo, a operação foi batizada de Trapaça. As fraudes começaram em 2012 e foram reveladas a partir da ação trabalhista de uma ex-funcionária do grupo, indica a polícia.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Turismo na pauta dos aposentados do TJRS nesta sexta-feira (19)
Canoas Shopping divulga ganhadores dos seis mini carros elétricos da campanha Mês das Crianças
Deixe seu comentário
Pode te interessar