Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de agosto de 2018
Após um mês de ações educativas da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) com foco nas motocicletas, agosto será o mês de alerta sobre os riscos de acidentes relacionados ao uso do celular ao volante em Porto Alegre.
Para evitar atropelamentos, as atividades de conscientização serão extensivas também aos pedestres, envolvendo a utilização de celular ou fone de ouvido nos deslocamentos, atitude bastante comum que provoca distração principalmente entre o público mais jovem. A campanha começou na manhã desta segunda-feira (06) com abordagens e esquete teatral no cruzamento das vias João Pessoa e Azenha, ponto de intensa circulação de veículos e pedestres, desenvolvida pela equipe de Coordenação de Educação para a Mobilidade da EPTC.
Dirigir falando ao celular é proibido pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro). A questão do celular ocupa o terceiro lugar no ranking de infrações em Porto Alegre, com 23.105 multas registradas no primeiro semestre deste ano. Excesso de velocidade lidera com 91.603 autuações, à frente de estacionamento em local proibido, com 32.313. Os dados são da Equipe de Controle de Infrações da EPTC.
O diretor de Operações da EPTC, Fábio Berwanger Juliano, analisa a situação: “Os aplicativos de mensagens e redes sociais representam hoje um dos grandes vilões no trânsito. Um segundo de distração é o suficiente para um acidente, mas alguém imagina ficar apenas um segundo no WhatsApp? Precisamos ter o hábito de dar atenção exclusiva ao trânsito, pois a desatenção pode custar uma vida”.
“A vida contemporânea não só traz facilidades às formas como cumprimos nossas tarefas. Traz também mais formas para cumprirmos mais tarefas. Com isso, e a pretexto da eficiência contemporânea, paradoxalmente, não pensamos mais sobre a maneira como conduzirmos nossas vidas. Assim, quase como um reflexo condicionado pavloviano, atendemos um celular, ou respondemos ao WhatsApp, sem sequer nos darmos conta do risco que colocamos a nós e aos outros. Lamentavelmente, somente após o acidente, quando já é tarde para darmos ouvidos à voz da razão, ou vermos as mensagens que a vida nos manda, é que nos damos conta da forma impensada de como levávamos a vida que, infelizmente, se foi”, disse o psicólogo e agente de trânsito Daniel Denardi.
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