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Mundo A Espanha anula a proibição a voos da Itália, mas o turismo ainda é inviável

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Mulheres com máscaras de proteção conversam em restaurante na beira da praia enquanto homem anda de bicicleta em Valência. (Foto: Nacho Doce/Reuters)

A Espanha suspendeu nesta terça-feira (19) uma proibição a voos e navios vindos diretamente da Itália que vigorava desde 11 de março para deter o coronavírus, mas as restrições ao turismo e as quarentenas de 14 dias para viajantes do exterior continuam em vigor.

Uma taxa de mortalidade muito reduzida da Covid-19 incentivou a Espanha a começar a relaxar um dos isolamentos mais rígidos da Europa, mas a economia dependente do turismo provavelmente terá que esperar até o final de junho para voltar a receber turistas.

O governo da Espanha chegou a um acordo com o Ciudadanos, principal partido da oposição espanhola, para prorrogar o estado de emergência no país por mais 15 dias. A medida teve apoio do diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias, Fernando Simón, que afirmou que a Espanha deve manter a cautela, apesar da diminuição do número de casos e mortos diários pelo novo coronavírus.

No auge do surto, a Espanha estava perdendo centenas de cidadãos por dia, e hospitais e casas de repouso sobrecarregadas passavam apuros para cuidar dos pacientes.

Mas o número de mortos registrados entre domingo (17) e segunda-feira (18) foi de 59, o menor em dois meses. Estados Unidos, Reino Unido, Itália e França relataram mais mortes do que a Espanha.

Menos de 100 mortes

Nesta terça-feira (19), pelo terceiro dia consecutivo, a Espanha registrou menos de 100 mortes por Covid-19, após a confirmação de 83 novos óbitos em 24 horas, embora represente um pequeno aumento em comparação a segunda-feira, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde local.

O número total de mortes devido à pandemia já atingiu 27.778. Já em relação a infecções, foram 295 os novos casos de ontem para hoje, totalizando 232.037, diz o Ministério.

“Devemos continuar sendo prudentes, estamos indo muito bem, mas devemos garantir que o risco de novos surtos seja reduzido ao mínimo”, disse Fernando Simón, em entrevista coletiva.

Ele atribuiu o aumento das mortes relatadas nesta terça às “pequenas oscilações” diárias, bem como o possível efeito do atraso das comunicações do último fim de semana.

Por esse motivo, ele considerou que os próximos dois dias revelariam a “situação real” da evolução da pandemia na Espanha, mas considerou que “a verdadeira evolução da epidemia é melhor do que o que esses dados nos permitem entender”.

Simón apelou para a “responsabilidade pessoal” dos cidadãos quando uma abertura gradual do país é iniciada, uma vez que “pode haver pessoas infectadas que não detectamos” e pode gerar cadeias de transmissão que não são controladas pelo sistema de saúde. As informações são das agências de notícias Reuters e Efe.

 

 

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